<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567</id><updated>2011-10-11T18:21:16.279-03:00</updated><title type='text'>Poiesis Urbana</title><subtitle type='html'>Essa poesia abstrata &amp;eacute; de concreto, cheira a asfalto e tem cor de mentira. Se o pre&amp;ccedil;o da gasolina forra o piso da felicidade, meus rascunhos perdem sentido. E isso tudo &amp;eacute; maravilhoso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-114278123247664720</id><published>2006-03-19T12:06:00.000-03:00</published><updated>2006-03-19T12:13:52.743-03:00</updated><title type='text'>Frida Kahlo - Semiologia da Dor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Me retrato a mí misma porque paso mucho tiempo sola y porque yo soy el motivo que mejor conozco."&lt;br /&gt;Frida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como a morte, a dor permanece em eterna vigília. Dois totens fincados em cada rua, à frente de cada casa, anunciam a fragilidade humana, tombando as pretensões de riqueza absoluta, força, imparcialidade, entre tantas outras. A dor expõe, muitas vezes à revelia, que as pessoas necessitam de apoio para seguir vivendo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O animal também sente dor, mas apenas o homem pode extrair significados desta experiência. A dor crônica, por exemplo, leva alguns pacientes à depressão, o que torna difícil atividades cotidianas como levantar da cama e se alimentar. Inconformados, muitos pacientes buscam na própria história de vida o motivo que os teriam conduzido ao estado atual. A reação à dor pode se dar de maneira inversa — o artista que explora a angústia artisticamente com auxílio da tela, tintas e pincel. Nessa perspectiva, atuou a artista plástica mexicana Magdalena Carmen Frida Kahlo (1907–1954).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos 15 anos, a jovem moradora Coyoacán, Distrito Federal da cidade do México sofreu um sério acidente quando utilizava o bonde, transporte público da época. As seqüelas perduraram até a precoce morte ao 47 anos, vítima de câncer. Frida teve fraturas múltiplas na coluna e na bacia, precisando permanecer sobre a cama por meses a fio. Exatamente nesse período crítico, em que Frida restava isolada dos amigos na decisiva fase da adolescência, floresceram os primeiros contatos com a pintura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frida por Kahlo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os quadros de Frida Kahlo registram uma dominante inusitada, talvez por isso não tenham encontrado recepção acolhedora em um momento inicial. O traço mais marcante da artista são os auto-retratos, que a acompanham durante toda a trajetória artística. Frida pintou o próprio rosto em centenas de obras. O horizonte de expectativa do público e da crítica não abarcava tamanha mistura entre vida e arte, rompendo com o modelo clássico no qual o artista parece receber inspiração de uma instância superior, enigmática.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devido ao tratamento, Kahlo esteve na sala de cirurgia por 32 vezes. Os médicos utilizaram muitas técnicas dolorosas parar contornar as fraturas múltiplas, bem como o ferimento ocasionado por um ferro que perfurou o ventre da pintora de lado a lado. Ela experimentava, além da dor, o desconforto com as cicatrizes, com os aparelhos médicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frida, enclausurada no quarto, em clínicas médicas e desconfortável dentro do próprio corpo, pintou aquilo que via, a dor latente. Retratou a dificuldade de ser humano em quadros paradigmáticos, como El Pequeño Ciervo (1946).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Trilhas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A obra de Frida Kalho, do meu ponto de vista, classifica-se em três eixos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1) Os auto-retratos "convencionais", em que Frida aparece nos ambientes físicos identificáveis — quarto, casa, rua, etc. De forte viés nacionalista, ela vestia trajes típicos para estabelecer rastro com o povo e a cultura mexicana. Em vários retratos, Frida aparece ladeada de animais da região, papagaios, macacos, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante sublinhar que a artista viveu no efervescente ambiente cultural sul-americano das décadas de 20, 30 e 40, partilhando dos ideais comunistas e lutando por eles. Frida marca presença em diversas manifestações a favor dos direitos de operários e indígenas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) Naturezas mortas e retratos de outras pessoas, categoria que perfaz um número reduzido&lt;br /&gt;de quadros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) Auto-retratos no qual reinam o ambiente metafórico e geralmente hostil. Frida opera a substituição de ícones do real por símbolos subjetivos, mas com grande poder de exprimir os sentimentos. Sobre este último eixo principalmente, o presente trabalho se debruça para esmiuçar a relação entre a dor e a arte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Metáforas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Podemos traçar uma antítese entre a metáfora no trabalho de Frida e a metáfora publicitária. As peças de propaganda utilizam bastante essa figura de linguagem substituindo o produto em si por imagens associadas à liberdade, limpeza, potência ou qualquer qualidade que se deseje imprimir ao uso do produto. A metáfora publicitária busca em última instância a identificação do público através do prazer, por isso, a interpretação não costuma exigir esforço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os quadros de Frida, por outro lado, demandam uma interpretação mais acurada e provocam o público a refletir sobre o pessimismo, a existência humana e a dor, espécie de anti-prazer. Entretanto, as substituições de signos estão presentes. No Henry Ford Hospital o La Cama Volando (1932), o espectador se questiona por que um feto no local reservado ao sangue.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fotografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para fruir de maneira mais abrangentes as telas de Frida Kahlo, faz-se necessário conhecer melhor a história dela. Sobre Henry Ford Hospital, vale salientar que a artista não pôde ter filhos após o acidente de trânsito. O ferro do bonde que lhe atravessou o ventre também roubou a fertilidade ao provocar ferimentos no útero. Frida conseguia engravidar, no entanto o ferimento impedia que o feto se desenvolvesse — os diversos abortos pelos quais passou eram inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mãe de Frida, Matilde Calderón, tradicional matriarca católica, mantinha relação conturbada com a filha, detentora de posições e ideologias vanguardistas para a época. Frida se divertia chocando a mãe e as tias ao vestir-se de homem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pai da pintora, fotógrafo judeu e alemão Gillermo Kahlo, marca a trajetória de Frida, cuja obra dialoga bastante com o gênero de fotografia praticada no início do século 20. Os personagens de Kahlo aparecem na maioria das vezes em posição frontal, exatamente como os membros das famílias retratados pelo patriarca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devido ao diálogo com a fotografia, existem muitos registros fotográficos de Frida, que pousava para fotos quase com a mesma freqüência que pintava os auto-retratos. Com o pai, Frida aprendeu a fotografar, revelar e colorir, o que nitidamente assentou diretrizes de sua arte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Destaque para a Composição&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a ousadia latente, os quadros da artista mexicana não se destacam por maiores rompimentos de padrão sob o enfoque dos signos plásticos — cores, formas, composição e textura. A perspectiva não apresenta grandes novidades, a exemplo dos cubistas que esboçam o quadro em diversos ângulos apresentando a fluidez do tempo. Frida também não concentra as energias em um fator plástico específico. A maestria de Kahlo reside no trabalho sobre a composição para ressaltar os significados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como aponta JOLY: "A composição, ou geografia interior da mensagem visual, é um dos utensílios plásticos fundamentais. Tem um papel essencial na hierarquização da visão e, portanto, na orientação da leitura da imagem (....), a construção é essencial — respeita ou rejeita um certo número de convenções elaboradas ao longo das épocas e varia de acordo com os períodos e estilos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frida joga principalmente com imagens, ícones impregnados do momento histórico, de ideologia e também do mundo interior, com o qual somos convidados a interagir e desvendar a dor enquanto sentimento individual e coletivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trabalho pictórico geralmente facilita a leitura "natural" devido à rapidez com que os olhos percorrem a tela e reconhecem os signos. Em Frida, o espectador reconhece em curto espaço de tempo cada elemento do quadro, mas precisa de cuidado para interpretar determinados elementos e sua disposição no quadro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Rivera&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ao se estudar a vida e obra de Frida, o artista plástico Diego Rivera (1886-1957) se impõe como tema devido à longa e movimentada relação amorosa que ambos mantiveram e à repercussão desse encontro na sensibilidade de Kahlo. Diego é o mais conhecido expoente da geração de pintores muralistas mexicanos, que utilizavam paredes das universidades, igrejas, empresas, entre outras entidades, para compor painéis de forte conotação política. Diego também manteve estreitas ligações com o Partido Comunista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de Frida possuir qualquer reconhecimento por parte da crítica ou do público, Diego Rivera já figurava entre os artistas de maior renome. A fama e o estilo de vida boêmio atraia as mulheres. Ele travou relações com dezenas de damas, mas sempre afirmava se tratar apenas de sexo, o que não considerava traição à Frida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o comportamento compulsivo e a queda pelo álcool, Diego instaura em Frida a dor amorosa, que se apresenta de maneira tão intensa quanto a dor física. "Sofri dois grandes acidentes em minha vida, um foi o bonde, o outro Diego", deixou registrado a artista plástica em seu diário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frida Kahlo também colecionou amantes — homens e mulheres. Entre os casos mais famosos, estão a pintora Georgia O Keefe e o revolucionário Lev Trotski, que se refugiou alguns dia na casa de Frida enquanto era perseguido por assassinos enviados por Stálin. Os romances extra-conjugais não aplacaram a angústia com relação à Diego, bem retratada no quadro abaixo Diego en mi pensamiento (1943).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Surrealismo e Literatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nos quadros de Frida em que a realidade exterior e interior se confundem, estudiosos da arte encontram traços do Surrealismo. A corrente surgida nas duas primeiras décadas do século XX teve influência dos estudos psicanalíticos de Freud e colocava em cheque a cultura européia e a condição humana frente a um mundo cada vez mais complexo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os grandes expoentes dessa abordagem, estão os artistas plásticos Salvador Dali e Joan Miró.&lt;br /&gt;Considerado "pai" da corrente por assinar o Manifesto Surrealista, o próprio André Breton adotou Frida como colega. Entretanto, a artista rejeitava o rótulo. Segundo ela, nunca pintou sonhos, mas a própria vida. "Eu pinto minha realidade", escreveu. Frida, aliás, flertou com a literatura. Amante de livros, deixou a vida registrada no Diário de Frida Kahlo - um auto-retrato íntimo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanto nos escritos quanto nos próprios quadros, Frida se antecipa à publicidade na iconização das palavras. No diário, imagens e letras se misturam, ganham movimento. Por outro lado, na tela Diego y yo (1949), a assinatura e a data não são meros adendos. Reforçam a imagem de sofrimento através da cor vermelha que parece úmida, tal qual sangue - que se contrapõe ao transparente das lágrimas de Frida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Atitude!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso estilistas de diversas partes do mundo buscaram inspiração na figura de Kahlo, montando desfiles em sua homenagem ou tomando de empréstimos símbolos da pintora para agregar valor às peças. Para Frida, as roupas que usava tinham status de forma de arte. Os vestidos não são acessórios, apresentam a visão de mundo, valorizam o local, as cores, a tradição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A moda dialoga com essa atitude de Kahlo. Outra característica que a pintora antecipa das passarelas é a ambigüidade entre masculino e feminino, as fronteiras ficam menos delineadas após a passagem de Frida. Ela ousou vestir calças, namorar homens e mulheres, não sentia remorso por isso e, ao mesmo tempo, dialogou com o antigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frida mantinha uma coleção de objetos da arte popular. Em determinados momentos, essas peças saiam do armário para ganhar as telas da artista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rasgos&lt;/em&gt; de Frida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;La Columna Rota, de 1944, guardas os traços marcantes da artista plástica mexicana. Nele podemos identificar a dor lacerante, intestinal, da coluna que se parte e a angústia de ter a pele coberta por pregos. A própria coluna não consegue mais ser humana, confunde-se com o ferro que atravessou o útero durante o acidente no bonde, que tanto atormentou a pintora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As lágrimas nos olhos de Frida deixam evidente que a dor física tem repercussões mais profundas. Em pleno árido deserto mexicano, ninguém para ajudá-la, nenhuma mão estendida. O rosto demonstra, ao mesmo tempo, coragem e resignação. A nudez sugere a fragilidade, marca que pouco poderia ser feito contra a situação dada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antítese das fotos do pai, a tela retrata o interior, tal qual os aparelhos de raio x, aos quais Frida precisou submeter-se dezenas de vezes. O futuro não parece promissor. A coluna está quebrada e, em breve, toda a estrutura deve ruir. As fitas brancas envolvem o corpo sem piedade, lembrando os aparelhos médicos que a pintora detestava vestir. Entretanto, sem elas Frida se desintegraria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;BUORO, Anamelia. Olhos que pintam - a leitura da imagem e o ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002.&lt;br /&gt;JOLY, Martine. Introdução a análise da imagem. Edições 70.&lt;br /&gt;KAHLO, Frida. Diário de Frida Kahlo - um auto-retrato íntimo. Rio de Janeiro: Ed. José Olympio, 1995.&lt;br /&gt;TRIGO, Luciano. Cores e dores da vida. Continente Multicultural, n. 26, fev./2003.&lt;br /&gt;Frida. Dirigido por Julie Taylor e estrelado por Salma Hayek, 2002.&lt;br /&gt;ZOE ALAMEDA, Irene. Frida Kahlo: la frente y el perfil. Revista Arte y Parte (&lt;a href="http://www.arteyparte.com/actualidad/57.pdf"&gt;http://www.arteyparte.com/actualidad/57.pdf&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sites consultados &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.thecityreview.com/frida.html"&gt;http://www.thecityreview.com/frida.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fbuch.com/fridaby.htm"&gt;http://www.fbuch.com/fridaby.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fridakahlo.it/index.html"&gt;http://www.fridakahlo.it/index.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publispain.com/fridakahlo/biografia.htm"&gt;http://www.publispain.com/fridakahlo/biografia.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.laberintos.com.mx/frida/"&gt;http://www.laberintos.com.mx/frida/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://members.aol.com/fridanet/kahlo.htm"&gt;http://members.aol.com/fridanet/kahlo.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diegorivera.com/index.php"&gt;http://www.diegorivera.com/index.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.elmundo.es/fotografia/2004/07/fridakahlo/index.html"&gt;http://www.elmundo.es/fotografia/2004/07/fridakahlo/index.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Frida_Kahlo"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Frida_Kahlo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historiadaarte.com.br/surrealismo.html"&gt;http://www.historiadaarte.com.br/surrealismo.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-114278123247664720?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/114278123247664720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=114278123247664720&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/114278123247664720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/114278123247664720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2006/03/frida-kahlo-semiologia-da-dor.html' title='Frida Kahlo - Semiologia da Dor'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-113296203454808980</id><published>2005-11-25T21:39:00.000-02:00</published><updated>2005-11-25T21:40:34.560-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como as enchentes no ancestral Rio Nilo. Roi Caamaño Santiso fugiu da trilha estabelecida e transbordou de si mesmo. Inundou em nós a amizade, a alegria de viver, o sorriso tímido e sincero, a força do amor verdadeiro. Quando a água retorna ao leito, o terreno encharcado se torna fértil. Por toda a vida, colheremos os frutos desta existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdadeira tormenta. A morte arrebatou o que parecia firme. Deixou os marinheiros com mastro partido em pleno vendaval de uma noite sem lua. A água molhou nossas mãos, nossas faces, inundou por dentro. Jorrava nos olhos dos pais e irmãos — da família que também era dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma onda vinda de além-mar. Roi trouxe a verdade de uma Galícia que apenas imaginamos e o concreto carinho pelo próximo. A água cresceu, espalhou-se entre nós e voltou para o mar de infinito azul, levando um pedaço de nós e deixando muito de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De Antônio Patrício, Ruth, Patrício Filho, Daniele, Rafaela, Dimitri, Lúcia e todos da família de Ana Luísa Pimentel Borba&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-113296203454808980?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/113296203454808980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=113296203454808980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/113296203454808980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/113296203454808980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/11/como-as-enchentes-no-ancestral-rio.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-112248201891624676</id><published>2005-07-27T13:32:00.000-03:00</published><updated>2005-07-27T13:35:30.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;à minha esposa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor. Como explicar este sentimento controverso? Como resumir o montante de memórias, sonhos, desejos, sensações vividas por dois? O amor é algo que foge às raias de uma definição reta, cientifica, devido à infinitude de possibilidades que representa. Só pode ser viso uno — percebido concreto — no casal de namorados; no homem e na mulher que renunciam o tempo-relógio para degustar o tempo-pulsação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o perfume invade minhas tardes, a boca arrasta minha pele, a pele desliza entre os dedos. Quando o castanho escuro dos cabelos clareiam a vista, afagam o rosto, avivam nossa história. Quando o corpo desperta no meu a vontade de mergulhar na forma das coxas, dos seios. De entender a parte e o todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base na experiência que reservei a uma única mulher, ser poesia, construo a rede de significados para entender o amor. Palavra que, antes de conhecê-la, era reservatório de vazio e percepções alheias. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-112248201891624676?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/112248201891624676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=112248201891624676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/112248201891624676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/112248201891624676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/07/minha-esposa.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-112108122350409857</id><published>2005-07-11T08:24:00.000-03:00</published><updated>2005-07-11T08:27:03.563-03:00</updated><title type='text'>Digitar ou escrever?</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Bruno Parodi do &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.nominimo.com.br"&gt;No mínimo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi preciso assistir a nenhum programa do Discovery Channel para constatar que se eu estivesse fora do mundo por alguns anos e caísse de pára-quedas, agora, no meio da internet, estaria frito para entender o que os outros querem dizer. Não me preocupo com os programas usados, e sim com esta bendita língua nova. O que houve por aqui enquanto estive fora? Estica, puxa, troca, omite, inverte e eis que temos o “internetês”, um dialeto novo, dinâmico e em constante mutação. Abreviações, corruptelas, neologismos e erros crassos estão disponíveis em diversos pontos de congestão ao longo do percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que aqui, na pomposa grande rede, é como aí fora, onde tudo é uma questão de “quem”, “quando” e “como”. De acordo com essas variáveis, uma pessoa vai estabelecer um tipo de linguagem para se expressar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que tínhamos um padrão na internet. Na comunicação assíncrona (informações trocadas não acontecem ao mesmo tempo) havia formalidade, capricho com o escrever. Parava-se, refletia-se sobre o que seria enviado. Quando o papo era síncrono (em tempo real) sempre houve pressa, e acabava-se escrevendo como se fala, usando abreviações e outros atalhos. Em suma, a linguagem assíncrona sempre foi mais completa, correta, e na síncrona nunca foi novidade encontrar descuido. Mas esse padrão tem ido para o espaço ultimamente, e a pressa homogeneizou abreviações e errinhos pelas bandas do assíncrono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ferramentas de comunicação estão aí para quem quiser usá-las, e cada um aproveita da forma que bem entender. É como um aparelho telefônico, cidadãos de todos os gêneros podem usá-lo, tanto gente fina quanto gente tosca, gente de todos os quilates. Tem de tudo. E, como o telefone, a internet não pode ser responsabilizada como meio; ela ainda não fala pelo usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse bumba-meu-boi o jovem aparece com freqüência na fila de reconhecimento de suspeitos por alguns crimes contra a língua. No afã de diferenciar-se dos mais velhos, ele não só usa gírias próprias como também apela para a utilização de formas peculiares da escrita, substituindo letras, como o “s” pelo “x” ou “o” pelo “u”, entre outros, além de alternar letras em caixa alta e baixa na mesma palavra. Assim, o que para uns seria “escrever” passa a ser “iXcReVeR” para alguns deles. Faz lembrar o memorável “Xou da Xuxa”, da TV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dossiê MTV 3, pesquisa com indivíduos de 15 a 30 anos, endossa parte do comportamento desse jovem. Os resultados apontam um público com uma capacidade crescente de usar o canal de conversação adequado para cada situação. A internet permite que o jovem fale sem querer conversar e converse sem precisar falar. Opções de vias não faltam. “A tecnologia abriu espaços e comunicar-se ficou mais fácil, mais seguro, mais rápido. E, com isso, a comunicação ganhou flexibilidade e freqüência”, revela. Por outro lado, os próprios entrevistados definem o comodismo como a terceira principal característica da geração, atrás apenas da vaidade e do consumismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como tudo é uma questão de ótica, o Telecine, canal a cabo da Globosat, não perdeu a chance e há alguns meses transmite a Cyber Movie, uma sessão de filmes voltada para o público online. A novidade fica por conta do canto inferior da tela. Ao invés das legendas ipsis literis, o telespectador as lê como se tivessem passado por uma sala de bate-papo. Até o visual do fundo delas é diferenciado, ambientando uma janela de um software qualquer. Resultado: uma transcrição com palavras abreviadas e, muitas vezes, descaracterizadas. Para facilitar a vida dos menos familiarizados, sua página oferece um dicionário no melhor estilo “antes e depois”. Exemplo: “novidades” vira “9dades”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Mesquita, diretor geral da Rede Telecine, garante que, apesar de polêmica, a idéia vem gerando retorno, aumentando em 50% a audiência do horário em relação aos 6 meses anteriores ao projeto. E sobre a má influência que as legendas trariam aos telespectadores, João compara: “O Cyber Movie atinge cerca de 20 a 40 mil pessoas. No Brasil há cerca de 7 milhões de pessoas que usam regularmente este tipo de linguagem nos seus e-mails ou em chats. Não será o Telecine que vai influir na qualidade geral do português escrito no país. Quando uma personagem da novela da Globo fala errado, e é vista por mais de 30 milhões de pessoas, terá impacto?” O bóia-fria Sassá Mutema, interpretado por Lima Duarte em “O salvador da pátria” (1989), que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado dessa pororoca, é possível encontrar iniciativas como a de Paulo Couto, diretor geral do Fórum PCs, criador da campanha “Eu sei escrever”, cujo conteúdo definitivo será lançado em poucos dias. “O projeto é um alerta na forma de um modelo de colaboração, para que sejam introduzidos pelos responsáveis pelas áreas de discussão na internet brasileira e pela mídia em geral ferramentas de correção e “tradução” para algo legível”, conta Paulo. Os filtros de palavras proibidas, normalmente configurados apenas para impedir o uso de termos impróprios, passarão a substituir automaticamente as abreviaturas mais comuns por verbetes correspondentes. Além da ferramenta, o projeto prevê a distribuição de uma relação de palavras traduzíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias indicam até a disposição dos caracteres pelo teclado, baseadas nas letras mais utilizadas da língua inglesa, como um fator prejudicial à digitação da língua portuguesa. Assim, determinadas configurações de teclado não favorecem a rápida utilização de acentos e do til. Neste caso “eh” acaba sendo visto no lugar de “é”, bem como “naum” ao invés de “não”. Não justifica, mas talvez explique em parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alento, ou não, foi constatada que essa balbúrdia comunicativa atinge o mundo todo, não sendo uma realidade exclusivamente nacional. Mas o brasileiro, claro, diferenciou-se, e apresenta particularidades mórbidas, como comenta Paulo: “Participo regularmente de sites internacionais e, mesmo que existam algumas gírias mais localizadas, é perfeitamente possível compreender o inglês escrito neles. É simplesmente ridículo que eu mesmo não consiga ler algo escrito em sites brasileiros, na minha própria língua”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria justo atribuir a origem de tanto caos, mudança e pancadaria a uma única razão. O jeito do jovem, a infelicidade do mal-educado, a melancolia do ignorante, a esculhambação da pressa, a palidez dos maus exemplos, a escassez de controle, entre tantos outros aspectos, podem ser considerados como desculpas. Por outro lado, ruim na internet, pior fora dela. Gírias enfadonhas e erros sofríveis são encontrados na escrita e na fala, seja na rua, no rádio ou na TV, e não poupam ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se tanto na tal “língua viva” e dela ninguém duvida ou discorda. Como dito no artigo anterior, existe uma coerência de tudo isso com o mundo desconectado. Tudo que começa lá acaba batendo aqui; é reflexo – talvez com mais permissividade e falta de supervisão. Se o produto de anos de uso do papel e do lápis estivesse digitalizado, catalogado com histórico e com mecanismo de busca, se fosse publicado na rede ou se pudesse ser facilmente anexado a mensagens de e-mails, talvez agora não estivéssemos tão impressionados. A novidade não é de hoje. Mas, já que isso não é possível, voltemos à realidade, e vamos digitando ao invés de escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-112108122350409857?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/112108122350409857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=112108122350409857&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/112108122350409857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/112108122350409857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/07/digitar-ou-escrever.html' title='Digitar ou escrever?'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-112073929255041448</id><published>2005-07-07T09:26:00.000-03:00</published><updated>2005-07-07T09:38:04.040-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos12.flickr.com/18638750_081c53048d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://photos12.flickr.com/18638750_081c53048d.jpg?v=0" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://euseiescrever.blogspot.com/"&gt;http://euseiescrever.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-112073929255041448?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/112073929255041448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=112073929255041448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/112073929255041448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/112073929255041448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/07/httpeuseiescrever.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-111964169076413100</id><published>2005-06-24T16:30:00.000-03:00</published><updated>2005-06-24T16:40:30.350-03:00</updated><title type='text'>Tríade do sabor eterno</title><content type='html'>Lua. Sobre mim o desejo, a consagração.&lt;br /&gt;Crua. Sem tempo, sem prumo, sem rota, sem mundo.&lt;br /&gt;Nua. Corpo que o dia usurpa. Negros belos cílios.&lt;br /&gt;— Toda tua. Beija-flor azul escuridão.&lt;br /&gt;Paixão. Cegueira dengosa que não partilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol. Sorrisos à mesa, garfos e facas. Puxo&lt;br /&gt;Conversa. Cachos soltos rendem a visão.&lt;br /&gt;Jatobá floresce mil anos. Nosso filho&lt;br /&gt;É vida, movimento, carinho. É tudo.&lt;br /&gt;Deuses invejam: glória, família e ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos fechados. Sua beleza, meu suspiro.&lt;br /&gt;O dia chama lá fora — à luta, ao luto.&lt;br /&gt;Sobre a cama, entre as colchas, meu coração.&lt;br /&gt;Prazer adiado para melhor curti-lo.&lt;br /&gt;Louca, a boca calada me chama. Eu fujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.icb.ufmg.br/~prodap/2003/jatoba/jatoba1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.icb.ufmg.br/~prodap/2003/jatoba/jatoba1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-111964169076413100?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/111964169076413100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=111964169076413100&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111964169076413100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111964169076413100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/06/trade-do-sabor-eterno.html' title='Tríade do sabor eterno'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-111956359179772213</id><published>2005-06-23T18:50:00.000-03:00</published><updated>2006-01-31T10:59:04.123-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E se pessoas fossem anjos, anjos sem asas, anjos sem Deus e sem pecados. E se, privados do vôo de Ícaro, buscassem eternamente, de todas as formas, essa liberdade, esse desprendimento dos solos e dos sólidos, dos meios e dos fins. E se a única maneira de aplacar essa angústia fosse, de bom grado, vendar os olhos, amarrar as mãos às costas e trancafiar-se em um calabouço, em outro anjo. O amor. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-111956359179772213?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/111956359179772213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=111956359179772213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111956359179772213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111956359179772213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/06/e-se-pessoas-fossem-anjos-anjos-sem.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-111670202491094216</id><published>2005-05-21T15:58:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T20:38:26.283-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para que ter um emprego? Para que ter uma casa de dois andares em uma rua arborizada? Para que uma cafeteira, uma máquina de lavar,um tíquete de metrô? Abrir uma conta no banco, ter um cartão de crédito, assinar contratos? Despertador, TV a cabo, férias na Riviera? Crianças na escola, carro do ano, comida na geladeira? Quem disse que a vida precisa ser só isso? É essa a vida que você escolheu? Tem certeza de que você precisa disso? Relaxe. Sinta o sangue correndo em suas veias. Feche os olhos. E prepare-se para a viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trainspotting, de Irvine Welsh&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-111670202491094216?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/111670202491094216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=111670202491094216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111670202491094216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111670202491094216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/05/para-que-ter-um-emprego-para-que-ter.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-111617748190875848</id><published>2005-05-15T14:16:00.000-03:00</published><updated>2005-05-15T14:28:08.336-03:00</updated><title type='text'>O Corvo</title><content type='html'>Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,&lt;br /&gt;Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,&lt;br /&gt;E já quase adormecia, ouvi o que parecia&lt;br /&gt;O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.&lt;br /&gt;"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só isto, e nada mais." &lt;br /&gt;Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,&lt;br /&gt;E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.&lt;br /&gt;Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada&lt;br /&gt;P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -&lt;br /&gt;Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sem nome aqui jamais! &lt;br /&gt;Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo&lt;br /&gt;Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!&lt;br /&gt;Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,&lt;br /&gt;"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;&lt;br /&gt;Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só isto, e nada mais". &lt;br /&gt;E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,&lt;br /&gt;"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;&lt;br /&gt;Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,&lt;br /&gt;Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,&lt;br /&gt;Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite, noite e nada mais. &lt;br /&gt;A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,&lt;br /&gt;Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.&lt;br /&gt;Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,&lt;br /&gt;E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -&lt;br /&gt;Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só e nada mais. &lt;br /&gt;Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,&lt;br /&gt;Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.&lt;br /&gt;"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.&lt;br /&gt;Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."&lt;br /&gt;Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É o vento, e nada mais." &lt;br /&gt;Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,&lt;br /&gt;Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.&lt;br /&gt;Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,&lt;br /&gt;Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,&lt;br /&gt;Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, pousou, e nada mais. &lt;br /&gt;E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura&lt;br /&gt;Com o solene decoro de seus ares rituais.&lt;br /&gt;"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,&lt;br /&gt;Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!&lt;br /&gt;Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o corvo, "Nunca mais". &lt;br /&gt;Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,&lt;br /&gt;Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.&lt;br /&gt;Mas deve ser concedido que ninguém terá havido&lt;br /&gt;Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,&lt;br /&gt;Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o nome "Nunca mais". &lt;br /&gt;Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,&lt;br /&gt;Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.&lt;br /&gt;Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento&lt;br /&gt;Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais&lt;br /&gt;Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o corvo, "Nunca mais". &lt;br /&gt;A alma súbito movida por frase tão bem cabida,&lt;br /&gt;"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,&lt;br /&gt;Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono&lt;br /&gt;Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,&lt;br /&gt;E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era este "Nunca mais". &lt;br /&gt;Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,&lt;br /&gt;Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;&lt;br /&gt;E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira&lt;br /&gt;Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,&lt;br /&gt;Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquele "Nunca mais". &lt;br /&gt;Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo&lt;br /&gt;À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,&lt;br /&gt;Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando&lt;br /&gt;No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,&lt;br /&gt;Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclinar-se-á nunca mais! &lt;br /&gt;Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso&lt;br /&gt;Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.&lt;br /&gt;"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te&lt;br /&gt;O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,&lt;br /&gt;O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o corvo, "Nunca mais". &lt;br /&gt;"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!&lt;br /&gt;Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,&lt;br /&gt;A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,&lt;br /&gt;A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais&lt;br /&gt;Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o corvo, "Nunca mais". &lt;br /&gt;"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!&lt;br /&gt;Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.&lt;br /&gt;Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida&lt;br /&gt;Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,&lt;br /&gt;Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o corvo, "Nunca mais". &lt;br /&gt;"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!&lt;br /&gt;Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!&lt;br /&gt;Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!&lt;br /&gt;Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!&lt;br /&gt;Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o corvo, "Nunca mais". &lt;br /&gt;E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda&lt;br /&gt;No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.&lt;br /&gt;Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,&lt;br /&gt;E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libertar-se-á... nunca mais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;de &lt;strong&gt;Edgar Allan Poe &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;tradução de Fernando Pessoa &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-111617748190875848?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/111617748190875848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=111617748190875848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111617748190875848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111617748190875848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/05/o-corvo.html' title='O Corvo'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-111239257779101162</id><published>2005-04-01T18:53:00.000-03:00</published><updated>2005-04-01T18:56:17.793-03:00</updated><title type='text'>Recife em rima e verso livre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Amar, mulheres, várias / amar cidades, só uma — Recife / e assim mesmo com as suas pontes / e os seus rios que cantam.” Esses versos de Lêdo Ivo, alagoano de nascimento, servem de epígrafe a diversos livros que falam da cidade mauricéia. Suas belezas naturais e singularidades históricas fazem do Recife, e de seus bairros, cenário ideal para o trabalho dos poetas, nativos ou não, de diversas gerações — sejam romantistas, parnasianos ou modernistas. O Recife, aliás, no campo literário sempre foi famoso por seus líricos e tem dado ao País raros romancistas. Em 1952, Nertan de Alcântara já prenunciava no Diário de Pernambuco: “Esta cidade foi e sempre será uma cidade de poetas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baiano Gregório de Matos, célebre satírico e moralista do século XVII, não poupou a capital pernambucana, onde veio a falecer em 1696: “O povo é pouco, e muito pouco urbano / (....) As damas cortesãs e mui rasgadas, / Olhas podridas, papas pestilências, / Sempre com purgações nunca purgadas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A histórica sina do Recife foi ter sido construído sobre as águas — de mangues, rios e pastos — o que ainda hoje é motivo de alagamentos em épocas de forte chuva. Já no século XVIII, o poeta Francisco Sales versa sobre o tema, falando de uma área recém-aterrada, onde atualmente está situado o bairro de Afogados: “Muito tempo não há, que o mar cobria / Este mesmo lugar / (....) Mal seco está das águas que vertia!” Francisco Sales também registrou a demolição do Arco e Capela do Bom Jesus, por ordem do progresso: “O martelo sacrílego esmigalha / O tempo do Senhor Imaculado / No céu retumba o eco reprovado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais ilustre dos escritores do Romantismo brasileiro, o indigenista Gonçalves Dias, era maranhense e nunca morou no Recife, mas se encantou com sua geografia: “Salve, risonha terra! São teus montes / Arrelvados, inúmeros teus vales / Cujas veias são rios!”. De fato, os rios sempre tiveram presença marcante tanto no cotidiano como no imaginário da Veneza brasileira. O Beberibe, por exemplo, foi retratado nos versos livres de Múcio Leão: “Evoco a luz branca e azul das tuas manhãs, / Quando uma névoa se vai lentamente desfazendo nos teus vales”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Capibaribe, entretanto, é ícone dos mais citados nas estrofes de poetas e poetisas, o limoeirense Austro Costa o imortalizou da seguinte forma no poema Capibaribe, meu rio...: “Meu velho Capibaribe, / meu irmão de Sonho e Amor / (....) Capibaribe, meu rio, que vida levamos nós! / Tu corres; eu rodopio... / E há quarenta anos a fio: Sempre juntos — e tão sós...”  As pontes também são símbolos importantes da alma recifense, a historiadora Bartyra Soares as flagra num quadro contemporâneo de estresse e incertezas: “Vejo os homens que pelas minhas margens / e pontes aflitos passam. Carregam embrulhos. / Os dentes cerrados o tempo no tempo / e no pulso. Também correm: não sabem aonde irão”. Em fins do século XVIII, no subúrbio de Ponte de Uchoa, a realidade social era outra, como versa João Batista de Castro: “Ao bairro chic, onde não há distúrbios, / onde nunca da ronda o apito soa! / Viva o melhor de todos os subúrbios! / Viva a Ponte de Uchoa!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras de Chico Sciense sobre a péssima distribuição de renda na capital — “A cidade não pára, a cidade só cresce / o de cima sobe e o de baixo desce” — no início dos anos 90 não foram inovadores no tema; o problema vem de longe, Adeth Leite, em meados do século passado, já escrevia: “Recife do presente, dos arranha-céus imponentes / da Avenida Guararapes / (....) Recife miserável da rua da Guia, / onde o ar tem cheiro ativo de iodofórmio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vivacidade do carnaval do Recife não poderia ser ignorado pelos poetas, são várias as inspirações no período momesco. Entre elas, se destaca Carnaval do Recife, do modernista Acenso Ferreira, conhecido por seu estilo absolutamente próprio e oralizado: “Carnavá, meu carnavá, / tua alegria me consome / (....) chegô o tempo das muié largá os home! / chegô o tempo das muié largá os home! / Chegou lá nada... / Chegou foi o tempo d’elas pegarem os homens, / porque chegou o carnaval do Recife, / o carnaval mulato do Recife, / o carnaval melhor do mundo”. A letra de Evocação No 1, do maestro Nelson Ferreira, rememora o carnaval dos “tempos ideais” e ainda hoje deixa eufórica a multidão que, acompanhada de uma banda de frevo, canta: “Na alta madrugada, / o coro entoava / do Bloco a marcha-regresso / (....) E o Recife adormecia, / ficava a sonhar / ao som da triste melodia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rua da União... / Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância / Rua do Sol / (Tenho medo que hoje se chame do dr. Fulano de Tal)”. O saudosimo de Manuel Bandeira concentra nesta estrofe o sentimento de fascínio que alguns recifenses tem para com suas ruas. No Pequeno guia da cidade do Recife, Carlos Moreira, toca nesse tema que vários poetas abordaram: “Outras ruas (com os seus nomes) / Quase que poemas são: / Sol, Soledade, Saudade, / Ninfas, Rosário, Conceição, / Real da Torre, Amizades / (....) Há ruas no Recife que tristes e silenciosas, / Enchem o visitante de tédio / Outras, no entanto, parecem, / Pela face buliçosa, ruas do Oriente Médio”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cidades fazem os poetas, que as agradecem em versos, expressando o que entendem e sentem desse emaranhado de gente, ruas, bairros e rios. Sendo o Recife uma escola aos poetas, eles ainda têm muito o que oferecer na construção de vários retratos literários.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-111239257779101162?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/111239257779101162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=111239257779101162&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111239257779101162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/111239257779101162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/04/recife-em-rima-e-verso-livre.html' title='Recife em rima e verso livre'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110752655741109727</id><published>2005-02-04T13:14:00.000-02:00</published><updated>2005-02-04T12:15:57.413-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tão significativos quanto o ponto de vista, são os pontos cegos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110752655741109727?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110752655741109727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110752655741109727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110752655741109727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110752655741109727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/02/to-significativos-quanto-o-ponto-de.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110751755645703302</id><published>2005-02-04T09:44:00.000-02:00</published><updated>2005-02-04T09:45:56.456-02:00</updated><title type='text'>O Albatroz</title><content type='html'>Às vezes, por prazer, os homens de equipagem &lt;br /&gt;Pegam um albatroz, enorme ave marinha, &lt;br /&gt;Que segue, companheiro indolente de viagem, &lt;br /&gt;O navio que sobre os abismos caminha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal o põe no convés por sobre as pranchas rasas, &lt;br /&gt;Esse senhor do azul, sem jeito e envergonhado, &lt;br /&gt;Deixa doridamente as grandes e alvas asas &lt;br /&gt;Como remos cair e arrasta-se a seu lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sem graça é o viajor alado sem seu nimbo! &lt;br /&gt;Ave tão bela, como está cômica e feia! &lt;br /&gt;Um o irrita chegando ao seu bico um cachimbo, &lt;br /&gt;Outro põe-se a imitar o enfermo que coxeia! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poeta é semelhante ao príncipe da altura &lt;br /&gt;Que busca a tempestade e ri da flecha no ar; &lt;br /&gt;Exilado no chão, em meio à corja impura, &lt;br /&gt;As asas de gigante impedem-no de andar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charles Baudelaire &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110751755645703302?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110751755645703302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110751755645703302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110751755645703302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110751755645703302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/02/o-albatroz.html' title='O Albatroz'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110651510205791233</id><published>2005-01-23T19:17:00.000-02:00</published><updated>2005-01-24T09:52:59.056-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Se os Tubarões Fossem Homens &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Se os tubarões fossem homens, perguntou ao senhor K. a filha de sua senhoria, eles seriam mais amáveis com os peixinhos?” “Certamente, disse ele. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, lhe fariam imediatamente um curativo, para que não morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres tem melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam voltar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um deles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de argaço e receberia um título de herói. Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardim que se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos tubarões, e a música seria tão bela, que seus acordes todos os peixinhos, como orquestra na frente, sonhando, embalados, nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os maiores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas, etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recuerdo de María A.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fue un día del azul septiembre cuando&lt;br /&gt;bajo la sombra de un ciruelo joven,&lt;br /&gt;tuve a mi pálido amor entre los brazos&lt;br /&gt;como se tiene a un sueño calmo y dulce.&lt;br /&gt;Y en el hermoso cielo de verano, &lt;br /&gt;sobre nosotros, contemplé una nube.&lt;br /&gt;Era una nube altísima, muy blanca.&lt;br /&gt;Cuando volví a mirarla, ya no estaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasaron, desde entonces, muchas lunas&lt;br /&gt;navegando despacio por el cielo.&lt;br /&gt;A los ciruelos les llegó la tala.&lt;br /&gt;Me preguntas: "¿Qué fué de aquel amor?"&lt;br /&gt;Debo decirte que ya no lo recuerdo,&lt;br /&gt;y sin embargo, entiendo lo que dices.&lt;br /&gt;Pero ya no me acuerdo de su cara&lt;br /&gt;y sólo sé que un día, la besé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y hasta el beso lo habría ya olvidado&lt;br /&gt;de no haber sido por aquella nube.&lt;br /&gt;No la he olvidado. No la olvidaré,&lt;br /&gt;era muy blanca y alta y descendía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaso aún florezcan los ciruelos&lt;br /&gt;y mi amor tenga ahora siete hijos.&lt;br /&gt;Pero la nube sólo floreció un instante:&lt;br /&gt;cuando volví a mirar, ya se había hecho viento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/bertold_brecht.htm"&gt;&lt;img src="http://german.lss.wisc.edu/brecht/graphics/brecht.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/bertold_brecht.htm"&gt;Bertold Brecht&lt;/a&gt; nasceu em 1859, na Baviera, Alemanha. Participou da Primeira Guerra como enfermeiro e, ao seu final, aderiu à causa pacifista. Foi perseguido por Hitler e pelo regime nazista, exilou-se por longo período. Mais conhecido pelas peças de teatro, sua poesia é marcadamente expressionista. A obra de Brecht flertou com a esquerda e o comunismo.&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturabrasil.pro.br/brechtantologia.htm"&gt;Antologia Poética do Autor.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110651510205791233?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110651510205791233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110651510205791233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110651510205791233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110651510205791233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/01/se-os-tubares-fossem-homens-se-os.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110580903943455402</id><published>2005-01-15T15:04:00.000-02:00</published><updated>2005-01-15T15:24:12.480-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No início do caminho tinha uma pedra  &lt;br /&gt;tinha uma pedra no início do caminho  &lt;br /&gt;tinha uma pedra  &lt;br /&gt;no início do caminho tinha uma pedra.&lt;br /&gt;Um Recife.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.camoes.art.br/"&gt;&lt;img src="http://www.camoes.art.br/farol%20do%20Recife%20em%201870.jpg" width="294,5" height="165"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;quadro por &lt;a href="http://www.camoes.art.br/"&gt;Camões&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110580903943455402?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110580903943455402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110580903943455402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110580903943455402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110580903943455402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/01/no-incio-do-caminho-tinha-uma-pedra.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110571381189037089</id><published>2005-01-14T13:36:00.000-02:00</published><updated>2005-01-14T12:46:51.026-02:00</updated><title type='text'>Retrato da Angústia em Brasília</title><content type='html'>a superquadra nada mais é&lt;br /&gt;do que a solidão dividida em blocos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;senhores turistas,&lt;br /&gt;eu gostaria&lt;br /&gt;de frisar&lt;br /&gt;mais uma vez&lt;br /&gt;que nestes blocos&lt;br /&gt;de apartamentos&lt;br /&gt;moram inclusive&lt;br /&gt;pessoas normais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falta um bloco&lt;br /&gt;em minha quadra&lt;br /&gt;como falta&lt;br /&gt;um dente&lt;br /&gt;em minha boca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu bloco é redondo&lt;br /&gt;como um cubo&lt;br /&gt;azul como uma laranja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bloco k&lt;br /&gt;k pra nós, k de poesia&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nicolasbehr.com.br"&gt;&lt;img src="http://www.nicolasbehr.com.br/fotoniki2.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Saí do mato para morar na maquete.” &lt;a href="http://www.nicolasbehr.com.br"&gt;&lt;b&gt;Nicolas Behr&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (Nikolaus von Behr) nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em 1958. Mudou-se para a capital aos 10 anos e sonhava ser geólogo. Mora em Brasília desde 74. Grande parte sua poesia explora sua ambígua relação de amor e estranhamento com essa “cidade inventada” — “inventa outra!”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110571381189037089?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110571381189037089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110571381189037089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110571381189037089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110571381189037089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/01/retrato-da-angstia-em-braslia.html' title='Retrato da Angústia em Brasília'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110555402967820093</id><published>2005-01-12T16:12:00.000-02:00</published><updated>2005-01-12T16:23:03.870-02:00</updated><title type='text'>GUI CANTA PARA LOU</title><content type='html'>Louzinha querida queria morrer num dia em que tivesses me amado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser bonito para que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser forte para que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser jovem jovem para que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que a guerra começasse outra vez para que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria te agarrar para que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria te dar palmadas no traseiro para que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria te pisar para que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que ficássemos sós num quarto de hotel em Grasse para&lt;br /&gt;que me amasses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses minha irmã para eu te amar incestuosamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses minha prima que nos amássemos desde criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses o meu cavalo para eu te montar muito muito tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses meu coração para eu te sentir sempre em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses o paraíso ou o inferno de acordo com o lugar&lt;br /&gt;onde eu vá &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses um menino e eu o teu preceptor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses a noite para nos amarmos no escuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses a minha vida para eu existir só por ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosses um obus boche para me matar de súbito amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.tanto.com.br/apolllinaire.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wiu.edu/Apollinaire/"&gt;&lt;b&gt;Guillaume Apollinaire&lt;/b&gt; &lt;/a&gt;(1880 - 1918) nasceu em Roma, Itália. Mas foi em Paris, França, onde se tornou célebre poeta, crítico de arte, literatura e agitador cultural. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110555402967820093?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110555402967820093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110555402967820093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110555402967820093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110555402967820093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/01/gui-canta-para-lou.html' title='GUI CANTA PARA LOU'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110535783883774023</id><published>2005-01-10T09:42:00.000-02:00</published><updated>2005-01-10T09:57:23.906-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align=right&gt;&lt;em&gt;a Rafinha&lt;/em&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;O teu olhar&lt;br /&gt;Manhã de sol&lt;br /&gt;Enche minh’alma&lt;br /&gt;de luz.&lt;br /&gt;Cristal, seduz&lt;br /&gt;Minha vontade&lt;br /&gt;Dom que reduz&lt;br /&gt;num ato&lt;br /&gt;Essa mui vaga&lt;br /&gt;Felicidade. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110535783883774023?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110535783883774023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110535783883774023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110535783883774023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110535783883774023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/01/rafinha-o-teu-olhar-manh-de-sol-enche.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110484841636683088</id><published>2005-01-04T13:18:00.000-02:00</published><updated>2005-01-04T12:20:16.366-02:00</updated><title type='text'>Antes e depois</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nova abertura:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa poesia abstrata é de concreto, cheira a asfalto e tem cor de mentira. Se o preço da gasolina forra o piso da felicidade, meus rascunhos perdem sentido. E isso tudo é maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abertura anterior:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia — beleza e infinito — aqui perseguida em versos e frases, paráfrase de literatura. Moraes, Meireles, Sábato, Drummond, Cabral, Borges, Márques, Pessoa tinham minhas veias e ganham, pelos meus dedos, o fluxo do html.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110484841636683088?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110484841636683088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110484841636683088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110484841636683088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110484841636683088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/01/antes-e-depois.html' title='Antes e depois'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110484502788263481</id><published>2005-01-04T11:22:00.000-02:00</published><updated>2005-01-04T11:23:47.883-02:00</updated><title type='text'>Flashes d’Alameda</title><content type='html'>Pudor sob raros panos&lt;br /&gt;Mão ajeita esparadrapo no pijama&lt;br /&gt;Mãe segura filho pelo braço&lt;br /&gt;Filha ergue soro da mãe&lt;br /&gt;Passos de cágado&lt;br /&gt;Médico passeia com cérebro no vidro&lt;br /&gt;Como pão, no saco de pão&lt;br /&gt;Seu cérebro não tem direito a timidez&lt;br /&gt;A fome senta à sobra no chão&lt;br /&gt;Junto dela o cansaço e seus filhos&lt;br /&gt;Todos passam, alguns olham, outros riem&lt;br /&gt;Mas ninguém faz nada&lt;br /&gt;Ao gato que caminha sobre o telhado&lt;br /&gt;do Hospital&lt;br /&gt;Ele mia indiferente&lt;br /&gt;Ao turbilhão de almas&lt;br /&gt;clamando justiça &lt;br /&gt;Nem tudo é indiferença&lt;br /&gt;Algo de impotência no ar&lt;br /&gt;O corpo cruza num esquife de aço&lt;br /&gt;Opacidade transparente à imaginação&lt;br /&gt;Vejo pontas de sofrimento e ternura&lt;br /&gt;Enclausuradas e higienizadas&lt;br /&gt;Já o chão tem suas marcas&lt;br /&gt;de sangue&lt;br /&gt;Um povo sem força ou escolha&lt;br /&gt;De marcar alhures&lt;br /&gt;No corredor, o cão não late&lt;br /&gt;Para o gato, não late&lt;br /&gt;Para as pessoas&lt;br /&gt;Parece que nasceu para isso&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110484502788263481?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110484502788263481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110484502788263481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110484502788263481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110484502788263481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2005/01/flashes-dalameda.html' title='Flashes d’Alameda'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110400993841531342</id><published>2004-12-25T19:22:00.000-02:00</published><updated>2004-12-25T19:41:32.986-02:00</updated><title type='text'>Barroso </title><content type='html'>&lt;center&gt;Barroso boneco de barro &lt;br /&gt;Rebento de um pai vitalino &lt;br /&gt;Sereno &lt;br /&gt;Observa o destino &lt;br /&gt;De estátua pra si reservado &lt;br /&gt;Sisudo &lt;br /&gt;Quieto &lt;br /&gt;Calado &lt;br /&gt;Dançando ou tocando seu pife &lt;br /&gt;A tudo &lt;br /&gt;A todos assiste &lt;br /&gt;Barroso &lt;br /&gt;Boneco de barro &lt;br /&gt;Fechado em si mesmo é um triste &lt;br /&gt;Escultura de pobres mercados &lt;br /&gt;Às marcas do tempo resiste&lt;/center&gt; &lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.renatamello.com.br/imagens/fotos/brasil/artesanatovitalino.jpg"&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;poema por &lt;a href="http://www.paulocaldas.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Paulo Caldas&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;  e foto por &lt;a href="http://www.renatamello.com.br/b_imagens.htm"&gt;&lt;strong&gt;Renata Mello &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110400993841531342?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110400993841531342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110400993841531342&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110400993841531342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110400993841531342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/12/barroso.html' title='&lt;center&gt;Barroso&lt;/center&gt; '/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110380735048026797</id><published>2004-12-23T11:06:00.000-02:00</published><updated>2004-12-23T17:12:38.696-02:00</updated><title type='text'>Estrela do Oswaldo Cruz</title><content type='html'>&lt;em&gt; a uma pequena&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.esec-filipa-lencastre.rcts.pt/9estrela.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       &lt;br /&gt;Uma estrela quebrou&lt;br /&gt;Estilhaço voou&lt;br /&gt;Ferindo o amor em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Alameda ou jardim&lt;br /&gt;Sorriso era de graça&lt;br /&gt;Doçura a quem sangrava&lt;br /&gt;Pastores ou atrizes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa estrela-lembrança&lt;br /&gt;Guardo alguma esperança&lt;br /&gt;De mais dias felizes&lt;br /&gt;                     &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110380735048026797?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110380735048026797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110380735048026797&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110380735048026797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110380735048026797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/12/estrela-do-oswaldo-cruz.html' title='Estrela do Oswaldo Cruz'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110217943461849160</id><published>2004-12-04T14:56:00.000-02:00</published><updated>2004-12-04T14:57:14.620-02:00</updated><title type='text'>Descartando Descartes</title><content type='html'>(Des)penso&lt;br /&gt;Logo: existo&lt;br /&gt;Não faço parte daqueles que (des)amam&lt;br /&gt;Logo: pensam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existo&lt;br /&gt;Logo: amo&lt;br /&gt;Não faço patê daqueles que desistem&lt;br /&gt;Logo:&lt;br /&gt;Não existem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Janice Japiassu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110217943461849160?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110217943461849160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110217943461849160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110217943461849160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110217943461849160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/12/descartando-descartes.html' title='Descartando Descartes'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110210929453143042</id><published>2004-12-03T19:27:00.000-02:00</published><updated>2004-12-03T19:28:14.530-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;A poesia não muda o mundo imediatamente. Mas a leitura de um bom poema sempre modifica algo em nós. Não somos mais os mesmos quando uma palavra bela, exigente e única impõe sua presença, objeto único, à nossa frente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luzilá Gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110210929453143042?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110210929453143042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110210929453143042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110210929453143042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110210929453143042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/12/poesia-no-muda-o-mundo-imediatamente.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110210910585272546</id><published>2004-12-03T19:24:00.000-02:00</published><updated>2004-12-04T15:05:24.313-02:00</updated><title type='text'>A Papoula e o Bebê</title><content type='html'> &lt;img src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:3R240h6zetIJ:http://usuarios.lycos.es/alejandrobosch"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor (a)trai&lt;br /&gt;os olhos&lt;br /&gt;vermelho provocador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no veludo&lt;br /&gt;o toque&lt;br /&gt;destrói pétalas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o bebê&lt;br /&gt;tem a flor&lt;br /&gt;na mão (e ri)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nariz de pinóquio&lt;br /&gt;não descobriu&lt;br /&gt;espinhos ainda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110210910585272546?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110210910585272546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110210910585272546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110210910585272546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110210910585272546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/12/papoula-e-o-beb.html' title='A Papoula e o Bebê'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110184332607720503</id><published>2004-11-30T17:34:00.000-02:00</published><updated>2004-11-30T17:38:53.243-02:00</updated><title type='text'>Olhar de Criança</title><content type='html'>Trabalhar em hospital é lidar com esquisitices de toda ordem, em hospital público então... Era o que eu ia pensando enquanto me ciceroneavam pelos pavilhões do Oswaldo Cruz no meu primeiro dia de estágio por lá. Tentava disfarçar com uma naturalidade amarela a pena, misturada à angústia, ao ser apresentado a ala das crianças cancerígenas e das doenças infectocontagiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área conhecida como Alameda — onde doentes passeiam e acontecem eventos, como feirinhas, festas, etc. —, descansava um pouco daquela densa apresentação. Nesse instante, uma menininha nos seus 7 ou 8 anos cruzou por mim. Tinha longos cabelos cacheados e um dos olhos cego, fato que chamara bastante a minha atenção quando a vi pouco antes. Ela me olhou um segundo, tempo suficiente para tropeçar na calçada e cair de braços abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena roubou meus movimentos e pude apenas assistir ao senhor prestativo que correu em direção da garota para auxiliá-la. Isso me ensinou que a angústia, misturada à pena, não ajuda muito na hora em que se precisa. Ambos os sentimentos têm raízes na minha educação de colégio religioso que separa os alunos promissores dos “especiais” — com alguma dificuldade física ou mental — que têm sua pedagogia a parte; também na minha cultura ocidental, que está sempre buscando  o ser humano normal (melhor dizendo, ideal) para ditar parâmetros aos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei a menina recentemente no Grupo de Ajuda à Criança com Câncer, onde os meninos se divertem e aprendem, com música, computação, artes. Ela pintava concentrada junto de uma amiguinha, só levantava a cabeça para pedir tubos de tinta e sorrir ao fotógrafo que estava comigo. Descobri então que a dor que eu vira no seu olhar estava muito mais nos meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110184332607720503?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110184332607720503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110184332607720503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110184332607720503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110184332607720503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/11/olhar-de-criana.html' title='Olhar de Criança'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110087596977551259</id><published>2004-11-19T13:51:00.000-02:00</published><updated>2004-11-19T12:52:49.776-02:00</updated><title type='text'>Labirinto voluntário</title><content type='html'>Conter a loucura&lt;br /&gt;É esconder o cálice —&lt;br /&gt;Liquidez escura&lt;br /&gt;De gozo e de ápice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrar  a censura&lt;br /&gt;Perigoso, sabe-se.&lt;br /&gt;Mas encontra a cura&lt;br /&gt;Quem veneno sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como faca ao queijo&lt;br /&gt;Me rasga o desejo&lt;br /&gt;De sentir-lhe a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu corpo que encoxa &lt;br /&gt;Meu corpo e entorta&lt;br /&gt;A minha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110087596977551259?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110087596977551259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110087596977551259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110087596977551259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110087596977551259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/11/labirinto-voluntrio.html' title='Labirinto voluntário'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-110070016583271810</id><published>2004-11-17T13:02:00.000-02:00</published><updated>2004-11-17T12:11:41.906-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A saúde da criança&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Está no seu riso&lt;br /&gt;No brilho dos olhos&lt;br /&gt;No lápis de cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vigor da criança&lt;br /&gt;Tá nas brincadeiras&lt;br /&gt;No corre-corre&lt;br /&gt;No querer saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua sabedoria?&lt;br /&gt;Viver tudinho&lt;br /&gt;Sem perder a paixão&lt;br /&gt;Vida dura...&lt;br /&gt;  	        vira fantasia	&lt;br /&gt;                     &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-110070016583271810?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/110070016583271810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=110070016583271810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110070016583271810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/110070016583271810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/11/sade-da-criana-est-no-seu-riso-no.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109857010408684549</id><published>2004-10-23T19:20:00.000-03:00</published><updated>2004-10-23T19:28:20.106-03:00</updated><title type='text'>Círculo da Infância</title><content type='html'>Carrossel!&lt;br /&gt;Escarcéu de luzes,&lt;br /&gt;Risos pós lágrimas,&lt;br /&gt;Quem não viver&lt;br /&gt;nesta fica &lt;br /&gt;pra outra rodada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cavalo&lt;br /&gt;Cavalão &lt;br /&gt;Cavalinho&lt;br /&gt;Sobe e desce&lt;br /&gt;Charrete&lt;br /&gt;Carrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flash de pai,&lt;br /&gt;Grito de vó,&lt;br /&gt;Mão na mão &lt;br /&gt;da mãe &lt;br /&gt;do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gira o verde&lt;br /&gt;A vermelha &lt;br /&gt;O laranja&lt;br /&gt;A amarela&lt;br /&gt;O Pequeno Príncipe&lt;br /&gt;A Hello Kitty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrossel!&lt;br /&gt;Gira no parque,&lt;br /&gt;na praça.&lt;br /&gt;Gira na feira,&lt;br /&gt;no centro&lt;br /&gt;no interior&lt;br /&gt;(de mim). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade,&lt;br /&gt;que há longa data&lt;br /&gt;Gira &lt;br /&gt;este pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.waldyrene.com.br/2_27-9-97.html"&gt;&lt;img src="http://www.waldyrene.com.br/foto24.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carrossel&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Maria Luzia Brandalise&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109857010408684549?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109857010408684549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109857010408684549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109857010408684549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109857010408684549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/10/crculo-da-infncia.html' title='Círculo da Infância'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109804401845375072</id><published>2004-10-17T17:12:00.000-03:00</published><updated>2004-10-17T17:14:46.973-03:00</updated><title type='text'>Baile de Máscaras</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/339_carnavalveneza/332528_veneza2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza do Pierot&lt;br /&gt;A lágrima do crocodilo&lt;br /&gt;A fidelidade da Colombina&lt;br /&gt;O gargalhar da hiena&lt;br /&gt;A amizade do Arlequim&lt;br /&gt;O amor do Carnaval&lt;br /&gt;O elogio do invejoso&lt;br /&gt;O lamento da carpideira &lt;br /&gt;A cegueira da justiça &lt;br /&gt;A humildade do vencedor&lt;br /&gt;O reconhecimento do vencido&lt;br /&gt;O abraço do candidato&lt;br /&gt;A simpatia do vendedor &lt;br /&gt;A culpa do governo&lt;br /&gt;A beleza da playboy&lt;br /&gt;O dinheiro da loteria&lt;br /&gt;A fé do condenado&lt;br /&gt;A pena do carrasco&lt;br /&gt;O poder do rei&lt;br /&gt;A bravata do mais forte&lt;br /&gt;A cautela do mais fraco&lt;br /&gt;A democracia do rico&lt;br /&gt;A mais-valia do comunista&lt;br /&gt;O medo do patrão &lt;br /&gt;O sêmen do empregado&lt;br /&gt;A droga do filho&lt;br /&gt;A virgindade da filha&lt;br /&gt;O celibato do padre &lt;br /&gt;O abraço do estuprador &lt;br /&gt;O beijo de Judas&lt;br /&gt;O gozo da prostituta&lt;br /&gt;A morte do indigente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sarjeta os ilustres e miseráveis se confundem,&lt;br /&gt;No clube os burgueses quebram regras,&lt;br /&gt;No salão as máscaras valsam sozinhas, já não precisam de corpo, rodopiam e enchem todo o ar de hipocrisia e luxúria.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109804401845375072?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109804401845375072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109804401845375072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109804401845375072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109804401845375072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/10/baile-de-mscaras.html' title='Baile de Máscaras'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109786404834517130</id><published>2004-10-15T15:09:00.000-03:00</published><updated>2004-10-15T15:14:08.346-03:00</updated><title type='text'>Da virtude amesquinhadora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Passo no meio desta gente e guardo os olhos abertos: eles não me perdoam que eu não inveje suas virtudes.&lt;br /&gt;	Procuram morder-me, porque lhes digo: “Para gente pequena, são necessárias virtudes pequenas” — e porque custo a compreender que gente pequena seja necessária! (...)&lt;br /&gt;	Cortês, sou eu com elas, bem como paciente com todos os pequenos aborrecimentos: espinhar-se com o que é pequeno parece-me sabedoria de ouriço. (...)&lt;br /&gt;	E entre eles também aprendi isto: porta-se o louvador como se retribuísse algo, mas, na verdade, quer receber mais presentes! (...)&lt;br /&gt;	Passo no meio desta gente e guardo os olhos abertos: tornaram-se mais pequenos, cada vez mais pequenos: mas isso se deve à sua doutrina da felicidade e da virtude.&lt;br /&gt;	É que são modestos também na virtude — pois querem o bem-estar. Mas somente uma virtude modesta condiz com o bem-estar. (...)&lt;br /&gt;	“Eu sirvo, tu serves, ele serve” — assim reza, aqui também, a hipocresia dos dominantes — e ai, quando o primeiro senhor é somente o primeiro servidor! (...)&lt;br /&gt;	“Colocamos a nossa cadeira no meio”, diz-me o seu sorrizinho de contentamento, “e tão longe dos gladiadores morrentes quanto dos porcos satisfeitos.”&lt;br /&gt;	Isto, porém, é mediocridade — muito embora se chame moderação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nietzsche&lt;/strong&gt; em &lt;em&gt;Assim Falou Zaratustra &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109786404834517130?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109786404834517130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109786404834517130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109786404834517130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109786404834517130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/10/da-virtude-amesquinhadora.html' title='Da virtude amesquinhadora'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109726154851549676</id><published>2004-10-08T15:49:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T16:05:20.823-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://dimitriacioly.fotoflog.com.br/1097269428.jpg" alt="Um bom livro se devora com os olhos da alma."&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A chave da felicidade&lt;/em&gt;, por Vitor Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109726154851549676?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109726154851549676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109726154851549676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109726154851549676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109726154851549676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/10/chave-da-felicidade-por-vitor-dias.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109710735358707334</id><published>2004-10-06T20:59:00.000-03:00</published><updated>2004-10-06T21:09:20.816-03:00</updated><title type='text'>Poesia e Loucura</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.fakemaster.it/Van_Gogh_Camera_da_letto.jpg" border=0 width=262 height=250 hspace=2 vspace=2&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dom Quixote&lt;/em&gt; é a primeira das obras modernas, pois que aí se vê a razão cruel das identidades e das diferenças desdenhar infinitamente dos signos e das similitudes: pois que aí a linguagem rompe seu velho parentesco com as coisas, para entrar nessa soberania solitária donde só reaparecerá, em seu ser absoluto, tornada literatura; pois que aí a semelhança entra numa idade que é, para ela, a da desrazão e da imaginação.  Uma vez desligados a similitude e os signos, duas experiências podem se constituir e duas personagens aparecer face a face. O &lt;strong&gt;louco&lt;/strong&gt;, entendido não como doente, mas como desvio constituído e mantido, como função cultural indispensável, tornou-se, na experiência ocidental, o homem das semelhanças selvagens. Essa personagem, tal como é bosquejada nos romances ou no teatro da época barroca e tal como se institucionalizou pouco a pouco até a psiquiatria do século XIX, é aquela que se &lt;em&gt;alienou &lt;/em&gt;na &lt;em&gt;analogia&lt;/em&gt;. É o jogador desregrado do Mesmo e do Outro. Toma as coisas pelo que não são e as pessoas umas pelas outras; ignora seus amigos, reconhece os estranhos; crê desmascarar e impõe uma máscara. Inverte todos os valores e todas as proporções, porque acredita, a cada instante, decifrar signos: para ela, os ouropeus fazem um rei. Segundo a percepção cultural que se teve do louco até o fim do século XVIII, ele só é o Diferente na medida em que não conhece a Diferença; por toda a parte vê semelhanças e sinais da semelhança; todos os signos para ele se assemelham e todas as semelhanças valem como signos. Na outra extremidade do espaço cultural, mas totalmente próximo por sua simetria, o &lt;strong&gt;poeta &lt;/strong&gt;é aquele que, por sob as diferenças nomeadas e cotidianamente previstas, reencontra os parentescos subterrâneos das coisas, suas similitudes dispersadas. Sob os signos estabelecidos e apesar deles, ouve um outro discurso, mais profundo, que lembra o tempo em que as palavras cintilavam na semelhança universal das coisas: a Soberania do Mesmo, tão difícil de enunciar, apaga na sua linhagem a distinção dos signos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho do livro &lt;em&gt;As Palavras e as Coisas&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Michel Foucault&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109710735358707334?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109710735358707334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109710735358707334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109710735358707334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109710735358707334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/10/poesia-e-loucura.html' title='Poesia e Loucura'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109675762048943304</id><published>2004-10-02T19:40:00.000-03:00</published><updated>2004-10-02T20:06:19.383-03:00</updated><title type='text'>Teleinvisível</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.raymondphoto.com/digital/digfa/images/Television.jpg" border=0 width=217 height=175 hspace=2 vspace=2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TELE VISÃO&lt;br /&gt;Revisão a distância&lt;br /&gt;Da ética e do homem,&lt;br /&gt;Redução do sujeito&lt;br /&gt;À superfície de uma tela&lt;br /&gt;                        [plana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou cara ou coroa&lt;br /&gt;Paixão em razão&lt;br /&gt;Razão em ciência &lt;br /&gt;Ciência em fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teleapatia &lt;br /&gt;Teleinversão, perversão&lt;br /&gt;Teleologia de ponta —&lt;br /&gt;Obviedade de última geração.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.eticanatv.org.br/"&gt;"Quem financia a Baixaria é Contra a Cidadania"&lt;/a&gt; Ajude a acabar com a baixaria na televisão brasileira, denuncie pelo telefone 0800 619619 ou mande um e-mail para eticanatv@camara.gov.br.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109675762048943304?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109675762048943304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109675762048943304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109675762048943304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109675762048943304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/10/teleinvisvel.html' title='Teleinvisível'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109588481178675609</id><published>2004-09-22T17:25:00.000-03:00</published><updated>2004-09-25T16:19:04.246-03:00</updated><title type='text'>Pescoço</title><content type='html'>&lt;img src=http://images.google.com.br/images?q=tbn:FRBHgZWFH_IJ:www.vidademomentos.blogger.com.br/beijo%2520no%2520pescoco.jpg” align=”left” border=0 width=134 height=96 hspace=2 vspace=2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que levanta os braços,&lt;br /&gt;A prender os cabelos,&lt;br /&gt;Surge ele, intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrendo o nariz,&lt;br /&gt;O delineamento &lt;br /&gt;Entre os cabelos e a orelha,&lt;br /&gt;Surge ele, tangível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido, &lt;br /&gt;Achado,&lt;br /&gt;Sob o emaranhar dos fios,&lt;br /&gt;Sobre a força das costas. &lt;br /&gt;Uma leve penugem cobre&lt;br /&gt;Sua pele macia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidativo vale&lt;br /&gt;A beijos e mordidas,&lt;br /&gt;Saliva e lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109588481178675609?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109588481178675609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109588481178675609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109588481178675609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109588481178675609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/09/pescoo.html' title='Pescoço'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109503252041690848</id><published>2004-09-12T20:32:00.000-03:00</published><updated>2004-09-12T20:42:00.416-03:00</updated><title type='text'>Os Blogs, a Escrita e os Jovens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; As novas gerações estão descobrindo a escrita na tela dos microcomputadores. Estão descobrindo que a escrita pode ser uma forma de liberdade. O meio eletrônico parece perfeito para a volatilidade de sonhos, desejos e experiências. Da mesma forma, condiz com essa zona ainda fluida entre o surgir e o desaparecer, a timidez e a extroversão, entre o ser conhecido e o anonimato, entre o confessar-se humilde e o orgulho de ter conquistado algumas verdades. A Internet, com suas disponibilidades de usos e ferramentas, vai aos poucos criando novas práticas interacionais. No ambiente digital, com a rápida facilidade de progressão que este proporciona, o jovem ganha logo cedo uma carta de cidadania que o mundo real tarda a lhe conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onda dos blogs — sobre a qual poucos se debruçaram para refletir — parece que veio para ficar. É nos blogs que se dá mais uma ocasião de melhor se observar as novas práticas, os novos usos e as ainda pouco estudadas características da linguagem escrita em ambiente digital. Se, como afirmam vários lingüistas, a escrita tem um lugar central na Internet, há — quem sabe? — também que se mencionar uma espécie de retorno triunfal do texto escrito como &lt;i&gt;locus&lt;/i&gt; de atenção. O medo da escrita — com todas as sombras lançadas por gramáticos, professores e informatas desavisados — é substituído por uma sedução da escrita. Ao criar seu blog, o adolescente, sem descuidar do ambiente gráfico-visual, redescobre a mediação da palavra escrita e, mais do que isso, experimenta como essa palavra pode ser espelho e formadora de sua própria personalidade. A praticidade com que se constroem blogs e a facilidade, oferecida por diversos sites, de se ter um lugar na Web atraem os que não têm tempo a perder estudando a linguagem técnica da informática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, o blog faz um recorte peculiar — mais um, entre tantos — no vasto ambiente digital. Não se pode esquecer que o micro, com todos os seus recursos, é uma multiplicidade de meios e traz implícita uma particular estética. Ao contrário dos antigos diários — com os quais os blogs costumam ser comparados —, estes últimos se apresentam mais diversos entre si, libertos da linearidade do manuscrito ou da página datilografada. Como em outros lugares do mundo digital, há uma pressão e um labor estéticos e um novo arranjo organizacional. Noutras palavras, a interface gráfica, com maiores ou menores sucessos, é um imperativo da ecologia digital. Aqui, talvez, uma nova liberdade busque desesperadamente o caminho da beleza. Certos blogs até parecem com os antigos diários — e isso é uma opção subjetiva e menos usual —, mas a diferença central entre os dois é que no diário você escreve para se ler e no blog para que os outros o leiam. A alta interatividade entre o leitor e o autor é uma marca do texto intrinsecamente ligada ao meio digital, inimaginável nos veículos impressos. Abaixo de cada post (cada mensagem postada), o blog dispõe de um link para quem quiser comentar, criticar, elogiar, etc. Os próprios comentários podem servir de mote para outros textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando aos blogs enquanto textos, também podemos percebê-los como um efervescente laboratório lingüístico-literário. E é justamente aí que se pode vislumbrar a gestação do novo. Teste, ensaio, experimento, transgressão — nomes que ecoam liberdade e criação — são outras tantas palavras para blog. Todavia, no meio dessa massa volátil, há uma fermentação — algo de inovador está acontecendo. Não por acaso, alguns blogs estão virando livros impressos e, de alguma forma, literatura, para que atinjam um outro público. Não obstante isso, seria temerário afirmar que tais livros sejam simples corolários de um blog bem-sucedido. Não seriam uma mera transposição; seriam, sim, uma metamorfose, o que implica reconhecer as características próprias ao meio impresso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor que o blog parece trazer para a prática da língua é esse híbrido de ludicidade e de personalismo, esse compromisso com a sua própria imanência. Em meio ao oceano coletivo e tantas vezes anônimo da Web, a subjetividade dos blogs aflora como ilhas em que tanto a fantasia como a mais radical verdade crescem como uma luxuriante vegetação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paulo Gustavo &lt;/strong&gt;é Mestre em Teoria da Literatura e escritor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dimitri Acioly &lt;/strong&gt;é poeta e estudante de jornalismo.&lt;br /&gt;Ambos somos blogueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109503252041690848?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109503252041690848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109503252041690848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109503252041690848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109503252041690848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/09/os-blogs-escrita-e-os-jovens.html' title='Os Blogs, a Escrita e os Jovens'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109477763546726464</id><published>2004-09-09T21:53:00.000-03:00</published><updated>2004-09-11T14:38:23.240-03:00</updated><title type='text'>Béslan, Rússia</title><content type='html'>&lt;img src="http://kidslink.bo.cnr.it/correggio/pace/guernica.jpg" alt="Guernica de Picasso" align="left" border=0 width=300 height=100 hspace=2 vspace=2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo os vampiros —&lt;br /&gt;Sua sede de sangue.&lt;br /&gt;O homem furtou-lhe &lt;br /&gt;A imagem do espelho,&lt;br /&gt;Unindo a saudade&lt;br /&gt;Do deus e da Besta.&lt;br /&gt;Os buracos desta&lt;br /&gt;Calçada suja&lt;br /&gt;Conheço de cor&lt;br /&gt;Dó, cor, dor mor — tal&lt;br /&gt;O que é um corpo&lt;br /&gt;Dentre outros trezentos?&lt;br /&gt;Dos canibais, o hálito &lt;br /&gt;Perfuma o planeta,&lt;br /&gt;E minha TV&lt;br /&gt;Sufoca uma mãe&lt;br /&gt;Que chora por isso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109477763546726464?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109477763546726464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109477763546726464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109477763546726464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109477763546726464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/09/bslan-rssia.html' title='Béslan, Rússia'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109450648478224321</id><published>2004-09-06T18:32:00.000-03:00</published><updated>2004-09-06T18:35:32.866-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tapete de flor de jambo sobre a calçada, a única sujeira bonita que eu conheço.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://flog.clickgratis.com.br/foto_principal.php?id=8625&amp;l=dimitri"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109450648478224321?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109450648478224321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109450648478224321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109450648478224321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109450648478224321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/09/tapete-de-flor-de-jambo-sobre-calada.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109433303139087665</id><published>2004-09-04T18:18:00.000-03:00</published><updated>2004-09-04T18:23:51.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Ah, mar! Ao mar! Ao amar, há mar, amar o mar, mar o amor, ô, mar, amor é o mar e o mar é amar na linha do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sereias amam sua sedução, os capitães amam o ouro que reluz no sangue, os marinheiros, as prostitutas do porto, eu, o amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar no mar é amar onde não dá pé, é mergulhar e não alcançar o chão. O mar é amar na linha do horizonte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;blink&gt;\&lt;u&gt;à Rafa&lt;/u&gt;/&lt;/blink&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109433303139087665?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109433303139087665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109433303139087665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109433303139087665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109433303139087665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/09/ah-mar-ao-mar-ao-amar-h-mar-amar-o-mar.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109424510896847581</id><published>2004-09-03T17:55:00.000-03:00</published><updated>2004-09-03T17:58:28.966-03:00</updated><title type='text'>Mi Vida</title><content type='html'>Mi Vida  Mi vida, lucerito sin vela,&lt;br /&gt;Mi sangre de la herida,&lt;br /&gt;No me hagas sufrir más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi vida, bala perdida&lt;br /&gt;Por la gran vía, charquito de arrabal.&lt;br /&gt;No quiero que te vayas,&lt;br /&gt;No quiero que te alejes cada día más y más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi vida, lucerito sin vela (aquí no pegamos los ojos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi vida, charquito d'agua turbia,&lt;br /&gt;Burbuja de jabón,&lt;br /&gt;Mi último refugio, mi última ilusión,&lt;br /&gt;No quiero que te vayas cada día más y más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi vida, lucerito sin vela,&lt;br /&gt;Mi sangre de la herida,&lt;br /&gt;No me hagas sufrir más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aquí no pegamos los ojos)&lt;br /&gt;(aquí no pegamos los ojos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manu Chao&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109424510896847581?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109424510896847581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109424510896847581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109424510896847581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109424510896847581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/09/mi-vida.html' title='Mi Vida'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109408812123287090</id><published>2004-09-01T22:20:00.000-03:00</published><updated>2004-09-01T22:22:01.233-03:00</updated><title type='text'>Enxerimentos lingüísticos </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                                          &lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Dizer &lt;em&gt;homo sapiens&lt;/em&gt; é dizer &lt;em&gt;homo loquens&lt;/em&gt;.” Malberg (1969)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes caímos na besteira de achar erro na boca das pessoas, como se fosse possível enquadrar o Mundo dos falantes nas regras decoradas no ginásio. A fala antecede a escrita em tempo — sincrônica e historicamente — e está mais difundida no planeta, já que nem todos os povos dominam a tecnologia da escrita. Por isso, o dito não pode ser cacoete do lido. As regras próprias da interação oral e seu elegante caos amanhã vão parir novas normas para as Bics e Montblancs.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109408812123287090?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109408812123287090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109408812123287090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109408812123287090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109408812123287090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/09/enxerimentos-lingsticos.html' title='Enxerimentos lingüísticos '/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109379547197560615</id><published>2004-08-29T13:02:00.000-03:00</published><updated>2004-08-29T13:04:31.976-03:00</updated><title type='text'>MEU SANGUE</title><content type='html'>Ela não foi buscar-me no colégio&lt;br /&gt;chorei por toda a noite no portão&lt;br /&gt;já bem perto das onze aparecia&lt;br /&gt;estranha entre a tristeza e a escuridão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela falava só dentro do ônibus&lt;br /&gt;sua veia avermelhava o corredor&lt;br /&gt;o grito a bofetada o descontrole&lt;br /&gt;e o frio bem maior que o cobertor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu pai o perfumista silencioso&lt;br /&gt;o Alcântara o Dom Pedro, o Vera cruz&lt;br /&gt;o azeite o bacalhau o vinho do Porto&lt;br /&gt;e a filha louca de Madam’Brandão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de pai ausente e mãe sempre doente&lt;br /&gt;a força de escrever me equilibrou&lt;br /&gt;e a ti devo, poesia, estar vivendo&lt;br /&gt;de empréstimo da dor que não passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lucila Nogueira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109379547197560615?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109379547197560615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109379547197560615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109379547197560615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109379547197560615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/08/meu-sangue.html' title='MEU SANGUE'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109379532673823602</id><published>2004-08-29T13:00:00.000-03:00</published><updated>2004-09-12T21:01:35.943-03:00</updated><title type='text'>No Exílio de Si</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lucila Nogueira é uma poeta em busca de raízes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; “Poesia para mim foi uma salvação.” Lucila Nogueira escreve desde os oito anos, para amenizar a solidão provocada pelas constantes mudanças. As outras crianças a viam com estranheza, não tinham tempo para se acostumar com ela. O pai de Lucila era um português, morador do Rio de Janeiro, e a mãe, recifense que não partia da cidade natal. A menina Lucila não passava mais de um ano no Recife nem no Rio de Janeiro. A falta de uma raiz sólida, contraposta à presença tanto da cultura nordestina quanto da portuguesa, é ponto central para se entender a vida e a obra da poeta Lucila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai da escritora morre em 1975 e a certidão de óbito revela a Lucila, então com 25 anos, que seus bisavós são espanhóis. A admiração pela cultura ibérica se multiplica. “Minha poesia é de busca de raízes”, declara a escritora, que procura construir sua identidade com base em elementos das três culturas: nordestina, portuguesa e espanhola. Lucila dedica uma tetralogia poética a essa construção e ao autoconhecimento — Ainadomar (1996), Ilaiana (1997), Imilce (1999) e Amaya (2000) —, entretanto o tema perpassa todos os seus livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucila é professora do Departamento de Letras, da Universidade Federal de Pernambuco, onde é conhecida pelo caráter expansivo e pela exuberância de suas roupas. Muito preto e vermelho, misturados com cores como verde e azul; brincos e colares maiores que o usual. “Às vezes ela se sente a própria espanhola”, brinca uma aluna. Também é confundida com mística, o que não é de todo infundado, uma vez que o transcendental, junto com o cotidiano e o memorial, é um dos pilares desde o primeiro livro, Almenara (1979).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os títulos mais homenageados pelo público são Imilce, poemas em voz alta, dialogando com o teatro; Dama de Alicane (1999), com poesias de amor; e Refletores (2002), que, segundo a autora, é seu livro mais pop. O volume que será publicado agora em agosto se chamará Estocolmo, a autora concebeu os poemas numa viagem de visita à filha que mora próximo da capital da Suécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucila tem personalidade forte também na sala de aula; tenta fazer o aluno refletir, chegar ao conhecimento sem facilidades. “Ela tem um jeito que no início assusta, intimida, mas agora está ótima”, fala Carla, que há quatro meses estuda com a escritora. Virgínia Leal, colega de Lucila, é diretora do centro em que ambas ensinam e admiradora de sua obra desde o início dos anos 90. Com autoridade no assunto, esclarece: “Lucila tem um papel fundamental, quebra o estereotipo acadêmico do que é um professor, e suas aulas têm um lado artístico muito forte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora e poeta responde cautelosa sobre uma suposta preferência entre lecionar e escrever: “Eu sou basicamente escritora, mas, quando menina, também sonhava em ensinar.” Um dos raros momentos em que essas duas faces se confrontaram aconteceu no Prêmio Portugal Telecom, foi convidada, na edição deste ano, a concorrer como professora destaque e como escritora de poemas — mas tinha de escolher apenas uma categoria. Preferiu enviar o livro, Desespero Blue (2002), que agora está entre os finalistas do evento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109379532673823602?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109379532673823602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109379532673823602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109379532673823602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109379532673823602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/08/no-exlio-de-si.html' title='No Exílio de Si'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109344238044548595</id><published>2004-08-25T10:58:00.000-03:00</published><updated>2004-08-25T14:21:41.990-03:00</updated><title type='text'>Da suicida </title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                     para os alunos do CFCH–UFPE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tua paixão me apavora,&lt;br /&gt;Certeza do nada&lt;br /&gt;Trocada numa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu olhar não consola,&lt;br /&gt;O vazio, fio da espada,&lt;br /&gt;Rasga a dor sem saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu corpo cai na aurora,&lt;br /&gt;Outrora, flutuava,&lt;br /&gt;Jaz então esquecida.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109344238044548595?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109344238044548595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109344238044548595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109344238044548595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109344238044548595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/08/da-suicida.html' title='Da suicida '/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109312464864959904</id><published>2004-08-21T18:37:00.000-03:00</published><updated>2004-09-06T18:22:54.473-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://flog.clickgratis.com.br/foto_principal.php?id=8618&amp;amp;l=dimitri" /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Paulo Gustavo lançou &lt;a href="http://oolhardacoruja.zip.net"&gt;O Olhar da Coruja&lt;/a&gt; na web esta semana. Um blog onde serão reunidos poemas, contos, resenhas, crônicas, notícias da vida cultural pernambucada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109312464864959904?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109312464864959904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109312464864959904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109312464864959904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109312464864959904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/08/o-escritor-paulo-gustavo-lanou-o-olhar.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109312392086349764</id><published>2004-08-21T18:27:00.000-03:00</published><updated>2004-08-21T18:32:00.863-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Sol surge sobre a ponte Derrama amarelo no lilás do céu A noite ainda se despede do dia Uma leve brisa varre a atmosfera As águas do rio apenas circulam Indecisas, as marolas não sabem se vão ou se vêm, apenas carregam em sua superfície um tosco reflexo do que se passa acima O persistente pescador, em sua canoa, tenta provar que o progresso ainda não matou a natureza Mas os esgotos e as garrafas plásticas estão convencidos do contrário - &lt;strong&gt;Recife&lt;/strong&gt;, tuas pontes foram feitas para serem cantadas, não canteiros Cochicha-me um solitário pássaro branco pousado por cima de um pneu enlamaçado&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109312392086349764?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109312392086349764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109312392086349764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109312392086349764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109312392086349764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/08/o-sol-surge-sobre-ponte-derrama.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109054146703777011</id><published>2004-07-22T21:04:00.000-03:00</published><updated>2004-07-22T21:11:07.036-03:00</updated><title type='text'>Pegadas na Lua</title><content type='html'>A parte que me cabe &lt;br /&gt;Nesse peito seu &lt;br /&gt;Novamente vai se lembrar &lt;br /&gt;Sua boca era silêncio &lt;br /&gt;A terra queria girar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte que me cabe &lt;br /&gt;No teu sonho ateu &lt;br /&gt;Novamente quer acreditar &lt;br /&gt;Em universos infinitos &lt;br /&gt;Sem nenhuma luz pra te cegar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte que me cabe &lt;br /&gt;Nesse peito seu &lt;br /&gt;Novamente vai respirar &lt;br /&gt;Em lugares abafados &lt;br /&gt;Onde ninguém vai passar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte que me cabe &lt;br /&gt;Nesse espelho seu &lt;br /&gt;Novamente vai desejar &lt;br /&gt;O que parece inatingível &lt;br /&gt;Mas faz o mundo melhorar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma força &lt;br /&gt;Jorrando palavras &lt;br /&gt;Pelos canos de vitrines e ruas &lt;br /&gt;Por onde você vai trafegar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou essa força &lt;br /&gt;Abrindo suas gavetas &lt;br /&gt;Tirando palavras que podem &lt;br /&gt;Até te contar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma força &lt;br /&gt;Que deixa pegadas na lua &lt;br /&gt;Na esquina por onde &lt;br /&gt;Você também vai levitar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Skank&amp;nbsp;(Samuel Rosa - Humberto Effe)&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109054146703777011?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109054146703777011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109054146703777011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109054146703777011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109054146703777011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/07/pegadas-na-lua.html' title='Pegadas na Lua'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109053170996838622</id><published>2004-07-22T18:24:00.000-03:00</published><updated>2004-07-22T18:28:29.966-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ÉramosÉrosEuEEva &lt;br /&gt;ÉramosErvaEuEEla &lt;br /&gt;ErramosÉrosEretos&lt;br /&gt;ErratasEvaEEu&lt;br /&gt;ErguemosEErramos&lt;br /&gt;Eremitas&lt;br /&gt;ErasEEras&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109053170996838622?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109053170996838622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109053170996838622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109053170996838622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109053170996838622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/07/ramosroseueeva-ramoservaeueela.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109009208049029147</id><published>2004-07-17T16:20:00.000-03:00</published><updated>2004-07-17T16:21:20.490-03:00</updated><title type='text'>O URUBU MOBILIZADO</title><content type='html'>Durante as sêcas do Sertão, o urubu &lt;br /&gt;de urubu livre, passa a funcionário. &lt;br /&gt;O urubu não retira, pois prevendo cedo &lt;br /&gt;que lhe mobilizarão a técnica e o tacto, &lt;br /&gt;cala os serviços prestados e diplomas, &lt;br /&gt;que o enquadrariam num melhor salário, &lt;br /&gt;e vai acolitar os empreiteiros da seca, &lt;br /&gt;veterano, mas ainda com zelos de novato: &lt;br /&gt;aviando com eutanásia o morto incerto, &lt;br /&gt;êle, que no civil que o morto claro. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 2. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Embora mobilizado, nesse urubu em ação &lt;br /&gt;reponta logo o perfeito profissional. &lt;br /&gt;No ar compenetrado, curvo e conselheiro, &lt;br /&gt;no todo de guarda-chuva, na unção clerical, &lt;br /&gt;Com que age, embora em pôsto subalterno: &lt;br /&gt;êle, um convicto profissional liberal. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;João Cabral de Melo Neto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109009208049029147?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109009208049029147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109009208049029147&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109009208049029147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109009208049029147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/07/o-urubu-mobilizado_17.html' title='O URUBU MOBILIZADO'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-109009172665597844</id><published>2004-07-17T16:14:00.000-03:00</published><updated>2004-07-17T16:15:26.656-03:00</updated><title type='text'>Confissões ao Pé de Jambo</title><content type='html'>&lt;span &gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Faz graça como o mundo &lt;br /&gt;Vai apequenando — &lt;br /&gt;A casa do amigo &lt;br /&gt;Não é lá, mas ali. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Traçados da cidade &lt;br /&gt;(Traços num rosto meu) &lt;br /&gt;Não imitam viagens &lt;br /&gt;A planetas distantes. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Adultos deixam de &lt;br /&gt;Ser potes da verdade &lt;br /&gt;Quando até livros têm &lt;br /&gt;Erros de revisão. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Enquanto o real vem &lt;br /&gt;Esmagando as estrelas &lt;br /&gt;Pra gerar outras tantas, &lt;br /&gt;Certeza se faz pó; &lt;br /&gt;Erro se faz certeza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-109009172665597844?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/109009172665597844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=109009172665597844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109009172665597844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/109009172665597844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/07/confisses-ao-p-de-jambo.html' title='Confissões ao Pé de Jambo'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108880355690571041</id><published>2004-07-02T18:22:00.000-03:00</published><updated>2004-07-02T18:25:56.906-03:00</updated><title type='text'>Diálogo Interestadual</title><content type='html'>— É verdade que pernambucano tem mania de grandeza?&lt;br /&gt;— Não, nós temos a maior mania de grandeza da América Latina, uma das maiores do mundo; diagnosticada pelo psiquiatra mais renomado de todos os tempos. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108880355690571041?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108880355690571041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108880355690571041&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108880355690571041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108880355690571041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/07/dilogo-interestadual.html' title='Diálogo Interestadual'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108880331866744299</id><published>2004-07-02T18:21:00.000-03:00</published><updated>2004-07-02T18:21:58.666-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Atrás e à frente de cada casal humano estende-se uma longa cadeia de erros e acertos geradores de humanidade” Lya Luft, em &lt;em&gt;Perdas &amp; Ganhos&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108880331866744299?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108880331866744299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108880331866744299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108880331866744299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108880331866744299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/07/atrs-e-frente-de-cada-casal-humano.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108854577472673562</id><published>2004-06-29T18:48:00.000-03:00</published><updated>2004-06-29T18:49:34.726-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De menino a pai foi uma estrada que pintaram di-&lt;br /&gt;versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chão é enorme e o motorista tem pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo vai o desejo de rever o filho que foi   &lt;br /&gt;nos risos do filho seu e a certeza de que seu &lt;br /&gt;amor é antigo como esse chão sob as rodas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108854577472673562?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108854577472673562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108854577472673562&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108854577472673562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108854577472673562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/de-menino-pai-foi-uma-estrada-que.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108854565421361412</id><published>2004-06-29T18:46:00.000-03:00</published><updated>2004-06-29T18:47:34.213-03:00</updated><title type='text'>Não-pontual</title><content type='html'>As pontas do corpo,&lt;br /&gt;Corpo contra corpo,&lt;br /&gt;Tocam contrapontos&lt;br /&gt;Nos rubros encontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há de estorvo&lt;br /&gt;O que se faz morto&lt;br /&gt;Todo o Tempo, sonso,&lt;br /&gt;Pondo fim ao conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cor e sentimento,&lt;br /&gt;Enamorados,&lt;br /&gt;Dançam languidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pontas, cimento,&lt;br /&gt;E os nortes, torçados,&lt;br /&gt;Despontam à tez.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108854565421361412?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108854565421361412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108854565421361412&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108854565421361412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108854565421361412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/no-pontual.html' title='Não-pontual'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108854553037065166</id><published>2004-06-29T18:40:00.000-03:00</published><updated>2004-06-29T18:45:30.370-03:00</updated><title type='text'>VERDADE</title><content type='html'>A porta da verdade estava aberta, &lt;br /&gt;mas só deixava passar &lt;br /&gt;meia pessoa de cada vez. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim não era possível atingir toda a verdade, &lt;br /&gt;porque a meia pessoa que entrava &lt;br /&gt;só trazia o perfil de meia verdade. &lt;br /&gt;E sua segunda metade &lt;br /&gt;voltava igualmente com meio perfil. &lt;br /&gt;E os meios perfis não coincidiam. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. &lt;br /&gt;Chegaram ao lugar luminoso &lt;br /&gt;onde a verdade esplendia seus fogos. &lt;br /&gt;Era dividida em metades &lt;br /&gt;diferentes uma da outra. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. &lt;br /&gt;Nenhuma das duas era totalmente bela. &lt;br /&gt;E carecia optar. Cada um optou conforme &lt;br /&gt;seu capricho, sua ilusão, sua miopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108854553037065166?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108854553037065166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108854553037065166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108854553037065166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108854553037065166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/verdade.html' title='VERDADE'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108810964048343902</id><published>2004-06-24T17:40:00.000-03:00</published><updated>2004-06-24T17:40:40.483-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Colher poesia&lt;br /&gt;É semear sentidos,&lt;br /&gt;Enunciados lidos&lt;br /&gt;No catar fantasia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108810964048343902?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108810964048343902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108810964048343902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108810964048343902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108810964048343902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/colher-poesia-semear-sentidos.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108810912528916021</id><published>2004-06-24T17:29:00.000-03:00</published><updated>2004-06-24T17:32:35.260-03:00</updated><title type='text'>UM RESTO DE MÚSICA</title><content type='html'>A vida é dura: pedra, ferro, lâmina,&lt;br /&gt;Ração diária de nervos&lt;br /&gt;Que jamais voltarão a ser tranqüilos.&lt;br /&gt;Mas há os filhos&lt;br /&gt;E seus sorrisos e suas graças&lt;br /&gt;E o resto que a máquina fotográfica&lt;br /&gt;Limpa de qualquer impureza.&lt;br /&gt;E há o beijo da mulher amada&lt;br /&gt;E sua mão tão sábia&lt;br /&gt;Abotoando o botão que falta.&lt;br /&gt;E há os domingos&lt;br /&gt;Pintados de azul pelos amigos&lt;br /&gt;E há qualquer coisa de repente&lt;br /&gt;Que não deixa o teto cair&lt;br /&gt;Nem a fita se confundir&lt;br /&gt;Na memória gasta&lt;br /&gt;Pelos motores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito se descobre&lt;br /&gt;Esta coisa simples e única:&lt;br /&gt;Que lá no fundo de nossas almas&lt;br /&gt;Sempre existe um resto de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONVITE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta recifense &lt;strong&gt;Paulo Gustavo&lt;/strong&gt;, autor dos versos acima, convida os amantes da boa poesia para o lançamento de seu livro: &lt;em&gt;O Poder da Noite&lt;/em&gt;. Ele será realizado no Clube Alemão, Recife, às 20h do dia 1o de julho.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108810912528916021?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108810912528916021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108810912528916021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108810912528916021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108810912528916021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/um-resto-de-msica.html' title='UM RESTO DE MÚSICA'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108810893974184817</id><published>2004-06-24T17:28:00.000-03:00</published><updated>2004-06-24T17:28:59.743-03:00</updated><title type='text'>Regime</title><content type='html'>Sobre a mesa jaz&lt;br /&gt;O dicionário —&lt;br /&gt;Aquário de nomes&lt;br /&gt;Que vivos ou não&lt;br /&gt;Povoam o Gênesis.&lt;br /&gt;Junto a ele estão&lt;br /&gt;Pão, papel e pena;&lt;br /&gt;Algumas bolachas;&lt;br /&gt;E o gordo poeta&lt;br /&gt;Pescando delírios&lt;br /&gt;Já que ultimamente&lt;br /&gt;Só tem mastigado &lt;br /&gt;Palavras! Verbetes...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108810893974184817?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108810893974184817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108810893974184817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108810893974184817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108810893974184817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/regime.html' title='Regime'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108774713066525391</id><published>2004-06-20T12:58:00.000-03:00</published><updated>2004-06-20T12:58:50.666-03:00</updated><title type='text'>Estrela da Manhã</title><content type='html'>Eu quero a estrela da manhã&lt;br /&gt;Onde está a estrela da manhã ?&lt;br /&gt;Meus amigos meus inimigos&lt;br /&gt;Procurem a estrela da manhã &lt;br /&gt;Ela desapareceu ia nua&lt;br /&gt;Desapareceu com quem?&lt;br /&gt;Procurem por toda a parte &lt;br /&gt;Digam que sou um homem sem orgulho&lt;br /&gt;Um homem que aceita tudo&lt;br /&gt;Que me importa?&lt;br /&gt;Eu quero a estrela da manhã &lt;br /&gt;Virgem mal-sexuada&lt;br /&gt;Atribuladora dos aflitos&lt;br /&gt;Girafa de duas cabeças&lt;br /&gt;Pecai por todos pecai com todos &lt;br /&gt;Pecai com os malandros&lt;br /&gt;Pecai com os sargentos&lt;br /&gt;Pecai com os fuzileiros navais&lt;br /&gt;Pecai de todas as maneiras&lt;br /&gt;Com os gregos e os troianos&lt;br /&gt;Com o padre e o sacristão&lt;br /&gt;Com o leproso de Pouso Alto &lt;br /&gt;Depois pecai comigo &lt;br /&gt;Te esperarei com mafuás novenas cavalhadas&lt;br /&gt;comerei terra e direi coisas de uma&lt;br /&gt;ternura tão simples&lt;br /&gt;que tu desfalecerás &lt;br /&gt;Procurem por toda a parte&lt;br /&gt;Pura ou degradada até a última baixeza&lt;br /&gt;Eu quero a estrela da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manuel Bandeira&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108774713066525391?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108774713066525391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108774713066525391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108774713066525391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108774713066525391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/estrela-da-manh.html' title='Estrela da Manhã'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108774697695083696</id><published>2004-06-20T12:54:00.000-03:00</published><updated>2004-06-20T12:56:16.950-03:00</updated><title type='text'>Novo Tempo</title><content type='html'>A ti dou meu mundo -&lt;br /&gt;Uma gargalhada gostosa,&lt;br /&gt;As flores e seus tons,&lt;br /&gt;O sal que descobri nas lágrimas,&lt;br /&gt;Meus dias de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo reencontrar&lt;br /&gt;Coisas que há muito perdi&lt;br /&gt;E outras que nunca vivi&lt;br /&gt;Na ânsia de me perder&lt;br /&gt;Reviver "a jibóia digerindo o elefante"&lt;br /&gt;Crescer, novamente e pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero seis mão cativas&lt;br /&gt;E três corações libertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para &lt;/em&gt;Davi&lt;em&gt;, meu filho&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108774697695083696?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108774697695083696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108774697695083696&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108774697695083696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108774697695083696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/novo-tempo.html' title='Novo Tempo'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108742232093569226</id><published>2004-06-16T18:44:00.000-03:00</published><updated>2004-06-16T18:45:20.936-03:00</updated><title type='text'>ULISSES</title><content type='html'>O mito é o nada que é tudo.&lt;br /&gt;O mesmo sol que abre os céus&lt;br /&gt;É um mito brilhante e mudo -&lt;br /&gt;O corpo morto de Deus,&lt;br /&gt;Vivo e desnudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este, que aqui aportou,&lt;br /&gt;Foi por não ser existindo.&lt;br /&gt;Sem existir nos bastou.&lt;br /&gt;Por não ter vindo foi vindo&lt;br /&gt;E nos criou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a lenda se escorre&lt;br /&gt;A entrar na realidade.&lt;br /&gt;E a fecundá-la decorre.&lt;br /&gt;Embaixo, a vida, metade&lt;br /&gt;De nada, morre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fernando Pessoa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108742232093569226?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108742232093569226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108742232093569226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108742232093569226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108742232093569226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/ulisses.html' title='ULISSES'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108742040585371917</id><published>2004-06-16T18:00:00.000-03:00</published><updated>2004-06-24T17:27:57.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No preto e no branco&lt;br /&gt;Do escuro do quarto,&lt;br /&gt;Dorme calmo o rosto&lt;br /&gt;Belo. Salvo aqui &lt;br /&gt;De luz e paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É branco no preto&lt;br /&gt;Do escuro do quarto.&lt;br /&gt;O rosto respira&lt;br /&gt;Mesmo ar que eu.&lt;br /&gt;Inspiração dela,&lt;br /&gt;Inspiração minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preto no branco&lt;br /&gt;Do escuro do quarto.&lt;br /&gt;As feições são poucas.&lt;br /&gt;Reverso do espelho.&lt;br /&gt;Mais miro o que foi&lt;br /&gt;E em mim permanece —&lt;br /&gt;Qual vida de cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas cores&lt;br /&gt;Do abajur acesso,&lt;br /&gt;Me vem a saudade&lt;br /&gt;De segundos antes&lt;br /&gt;Quando a vi sorrir.&lt;br /&gt;Acaricio o sono,&lt;br /&gt;A pele e o amor.&lt;br /&gt;Dourados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Poesia dedicada a&lt;/em&gt; Rafinha&lt;em&gt;, minha esposa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108742040585371917?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108742040585371917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108742040585371917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108742040585371917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108742040585371917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/no-preto-e-no-branco-do-escuro-do.html' title=''/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7321567.post-108732807020038661</id><published>2004-06-15T16:34:00.000-03:00</published><updated>2004-06-24T17:27:26.763-03:00</updated><title type='text'>Introdução</title><content type='html'>&lt;em&gt;Poiesis&lt;/em&gt;, palavra que na sua origem grega  significa &lt;em&gt;criação&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;poesia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;poema&lt;/em&gt;. Desculpe falar grego logo de cara, mas a sonoridade do termo é que me envolve. Por Deus, isto aqui não é um diário eletrônico — eu, como todo mundo, prefiro falar da vida alheia —, servirá antes como uma caderneta de rascunho. Poemas, pensamentos e eventuais prosas, minhas e de poetas cujas sombras me fazem abrigo, terão este espaço para se encontrarem com leitores.    &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7321567-108732807020038661?l=papeletinta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://papeletinta.blogspot.com/feeds/108732807020038661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7321567&amp;postID=108732807020038661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108732807020038661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7321567/posts/default/108732807020038661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://papeletinta.blogspot.com/2004/06/introduo.html' title='Introdução'/><author><name>Dimitri Acioly</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
